Paradidático - O Outro em Mim Paradidático - O Outro em Mim | Seite 45
dele. Estava quase descobrindo onde era o lugar.
- Acha que outro hóspede o impedirá de falar?
- Ele pode ficar amedrontado. Deixe que eu fale com ele quando
voltar.
O oficial abriu um sorriso malicioso.
-
Bom trabalho. Assim o farei.
Lorenzo sabia que a mentira poderia lhe render problemas, mas era a
única maneira de proteger os irmãos. E assim, antes do meio dia o grupo
saiu em busca de alimentos.
Lorenzo seguia junto com os demais soldados procurando
suprimentos, mas seus pensamentos estavam na vila e nos irmãos
astecas. A busca era incessante, cada canto da floresta a tropa
vasculhava, porque era importante retorna rápido para a vila. A final
Cortez poderia convocar todos repentinamente. Lorenzo, porém, não
estava preocupado com Cortez, estava preocupado com a vila, com
aquele pedaço de céu que ele descobriu.
Toda hora ele tirava do bolso o girassol que ganhou de Yolotzin.
Aquele presente o emocionava, olhava para aquela flor e lembrava
daquele pequeno menino e de sua esposa. Sistematicamente olhava
aquela flor e se perdia em pequenos devaneios. Se perguntava como um
ser que julgava selvagem e tolo poderia ter marcado tanto sua vida. Ele
se perguntava como isso era possível e porque não parava de lembrar de
momentos como: quando experimentou o mingau pela primeira vez,
quando eles deram um sorriso ao perguntem sobre a Europa, o momento
em que precisou ir ajudar a colher o milho e principalmente o momento
em que Ameyal apresentou seus deuses.
Seu coração estava partido, chorava intensamente por dentro, se
perguntava se realmente a vida melhor que esperava dar para sua amada