E ganhei uma nova consciência perante as vicissitudes da vida.
Aprendi a valorizar tudo aquilo que tinha ao meu dispor, passando para segundo plano as exigências imediatas do meu “ego super-mimado”.
Até porque, quem nunca se sentiu de tal modo seguro ao ponto de tudo lhe parecer garantido?
Quem nunca sentiu fugir-lhe o tapete dos pés quando um belo dia tudo muda de figura?
Quem nunca leu uma notícia terrível sobre crianças famintas em Africa e nunca se sentiu culpado?
Quem nunca sentiu isto, então, ainda não cresceu e muito menos sabe do que eu estou pr’aqui a falar .
Ao tomar esta consciência, passei a agradecer a Deus, ao Universo, a Jesus, [porque não sei bem a quem o devo fazer…] pelas ‘pequenas grandes coisas’ do dia-dia, tais como o sol que me bate na cara.
Aprendi a ver com os sentidos, a beleza que reside no pássaro, que beberica, atentamente, numa poça de água.
Os seus detalhes únicos, a sua beleza rara e a sua perfeição inerente à maravilhosa mãe-natureza, fazem-me sentir muito grata pelo dom da vida!
Hoje, em consciência, sou grata por tudo o que me aconteceu e acontece. Mesmo as más experiências, fizeram-me ver claramente situações menos claras, esclareceram-me perante pessoas e atitudes, e tudo isso apenas contribuiu para a minha felicidade!
Então hoje, se me perguntarem se sou grata, eu respondo peremptoriamente:
Sim, sou muito grata!
E trago gratidão no coração!
Alexandra Soares do Nascimento
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