Se sou grata?
Sim, sou muito grata!
Há bem pouco tempo que tenho vindo a tomar consciência daquilo que sempre senti e não sabia o que era.
Um sentimento de reconhecimento, de agradecimento por tudo de bom que me vinha acontecendo desde a infância, passando pela adolescência até aos dias de hoje.
A palavra que expressa a vivência desta emoção tão forte, senão uma das mais fortes no ser humano, é a Gratidão.
À medida que o tempo foi passando, que as minhas experiências foram variando, fui tomando consciência de que a gratidão não se prende apenas às coisas boas que nos acontecem.
Quantas vezes ouvi o meu querido pai dizer: “ Há males que vêm por bem!” E, ele tinha razão. Quantas coisas más que nos acontecem não nos tiram o chão?
Quantas coisas ruins nos levam ao desespero ao ponto de pensarmos que é o fim e que não há mais volta a dar à situação? Quantas? Inúmeras. Pois é, inúmeras mesmo.
Mas depois, se olharmos de outra perspectiva para a situação, conseguimo-nos aperceber que, afinal, há um lado bom e que nem tudo está perdido.
Pois comigo também foi assim.
Tive muitas desilusões, desenganos, dificuldades, batalhas, enfim, todos temos as nossas provações.
E mesmo assim, após perder tantas vezes a esperança consegui vislumbrar a famosa ‘luz ao fundo do túnel’. E daí fui, ao longo da minha caminhada, tirando as minhas ilações.
Aprendi, que apesar de algo ter falhado ou corrido mal, não é o fim do mundo!
Foi quando comecei a ler entre as entrelinhas da vida, como gosto de lhe chamar.
Comecei a aperceber-me que um Não, por vezes, era a única resposta que servia os meus propósitos e que se tive de falhar, naquele exacto momento, foi porque havia algo melhor à minha espera.
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