Optimismus Optimismus Magazine Setembro 2014 | Page 22

Se sou grata?

Sim, sou muito grata!

Há bem pouco tempo que tenho vindo a tomar consciência daquilo que sempre senti e não sabia o que era.

Um sentimento de reconhecimento, de agradecimento por tudo de bom que me vinha acontecendo desde a infância, passando pela adolescência até aos dias de hoje.

A palavra que expressa a vivência desta emoção tão forte, senão uma das mais fortes no ser humano, é a Gratidão.

À medida que o tempo foi passando, que as minhas experiências foram variando, fui tomando consciência de que a gratidão não se prende apenas às coisas boas que nos acontecem.

Quantas vezes ouvi o meu querido pai dizer: “ Há males que vêm por bem!” E, ele tinha razão. Quantas coisas más que nos acontecem não nos tiram o chão?

Quantas coisas ruins nos levam ao desespero ao ponto de pensarmos que é o fim e que não há mais volta a dar à situação? Quantas? Inúmeras. Pois é, inúmeras mesmo.

Mas depois, se olharmos de outra perspectiva para a situação, conseguimo-nos aperceber que, afinal, há um lado bom e que nem tudo está perdido.

Pois comigo também foi assim.

Tive muitas desilusões, desenganos, dificuldades, batalhas, enfim, todos temos as nossas provações.

E mesmo assim, após perder tantas vezes a esperança consegui vislumbrar a famosa ‘luz ao fundo do túnel’. E daí fui, ao longo da minha caminhada, tirando as minhas ilações.

Aprendi, que apesar de algo ter falhado ou corrido mal, não é o fim do mundo!

Foi quando comecei a ler entre as entrelinhas da vida, como gosto de lhe chamar.

Comecei a aperceber-me que um Não, por vezes, era a única resposta que servia os meus propósitos e que se tive de falhar, naquele exacto momento, foi porque havia algo melhor à minha espera.

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