Ocupação Efêmera da FeliS e seus impactos no Centro Histórico. Espaço público e ocupação efêmera | Page 33

dinâmico e vivo, assim como a referência histórica e visual, deve ser destacado para as pessoas. Para isso, conceitos de lugar e de paisagem cultural. (NARDI, 2015, p.93) Quando uma ocupação efêmera é realizada dentro de uma área histórica, outros pontos são levados em consideração. Pois, conforme Arantes (2006, p.432), o patrimônio serve também para desenvolver a cultura pública e, desta maneira, precisa ser valorizado, uma vez que o patrimônio urbano é bom para um desenvolvimento sustentável, para as festas e também para a civilidade. Assim como, Letícia Nardi (2015) explica a preservação de um espaço urbano, em um Centro Histórico, como patrimônio cultural se baseia tanto em decisões sociais, econômicas, políticas quanto em culturais, pois caracterizam duas trajetórias: temporais e dinâmicas. Consolidando o território e a conformação da sociedade que vivencia por meio da permanência e de transformações. Para Vaz e Jacques (2006), duas dimensões são responsáveis pela vitalidade nos espaços públicos: O sentido do retorno da vitalidade principalmente pelo surgimento de novas e variadas atividades e pela concentração de população usuária no lugar - ocorreu de fato a partir dessas duas dimensões: cultural local e participação da população. Assim uma nova urbanidade surgiu no espaço público já existente - antigas praças e ruas - recriando um lugar de encontro social e, principalmente de festa. (VAZ; JACQUES, 2006, p.85-86) A presença humana nos espaços é anunciada como uma forma de preservação, pois é necessário que as pessoas se relacionem com estes espaços a fim de que eles façam sentido. Segundo Raquel Noronha (2015), para que um centro antigo faça sentido é preciso que, principalmente, as novas gerações se relacionem tanto com o lugar quanto com as manifestações que propiciam a construção da representação sobre estes espaços. Portanto, a partir do momento em que são desenvolvidas atividades que atraem pessoas para o espaço do centro há uma construção de um elo entre as pessoas e o patrimônio. Das diversas atividades desenvolvidas nas áreas históricas, definidas como patrimônio cultural urbano pelas instituições e organizações do patrimônio, são necessárias para a construção do social 31 do patrimônio, sendo de extrema importância considerá-lo e inseri-lo no contexto das práticas sociais que são geradoras de sentido. 31 Ver ARANTES, 2006, p.432.