Ocupação Efêmera da FeliS e seus impactos no Centro Histórico. Espaço público e ocupação efêmera | Page 25

Figura 4 - Pavilhão da Zara Hadid, em 2000, no Serpentine Gallery - Londres, utilizando tenda, em forma triangular, e uma estrutura metálica. Fonte: Estúdio Metropolitano, 2009. As ocupações se misturam com a arquitetura quando são realizados eventos que se instalam em um espaço e se utilizam de estruturas temporárias para que se concretizem as atividades propostas. Desta forma, são conceitos que podem coexistir a partir do momento em que se define um uso para o espaço. Um determinado uso, mesmo que efêmero, deixa marcas profundas em um espaço urbano, pois este uso é responsável pela criação de traços que organizam os comportamentos definindo gestos e explicitando-se por meio de formas de apropriação dos lugares. O tempo pode ser caracterizado, segundo Ana Fani Carlos (2007), como uso quando se identifica a duração de uma ação no espaço, sendo revelados modos que influenciam a apropriação. Ao se ocupar um espaço com ações não planejadas ou pré-determinadas surgem novos movimentos sociais ou políticos que visam à participação e conexão entre espaços 20 . Segundo Vaz e Jacques (2006), a significação de um espaço vai além das perspectivas da materialidade: 21 Enquanto ocupar, frequentar e se apropriar de lugares e culturas são práticas e ações que fazem parte do processo de territorialização ou de construção e um determinado território, criando volume e significados através da vivência, nós também podemos pensar que esses territórios podem não ser materiais ou formais, mas puramente simbólicos, ficções que podem se territorializar em imaginários (VAZ; JACQUES, 2006, p.76) 20 21 Ver SASSEN, 2013 apud YAMAWAKI; BORDINI; NETO, 2015. Ver LEFEBVRE, 1991, p. 111-112.