VAMOS ESCREVER . . .
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Mulher – (aos gritos e repetidamente) Uiiii!!
Cena III
(A mulher transforma-se: a sua pele é agora preta e parece um animal com a boca torta e olhos revirados, ergue-se no ar e leva no braço esquerdo a filha e a cadela e tenta, com o direito, pegar no filho.)
Diogo (bradando) - Jesus! Santo nome de Deus! A minha mulher é o diabo! (agarra Inigo, benze-se e a mulher desaparece no ar com a filha).
Cena I
(No castelo, na sala do trono.)
Diogo - Tenho vivido neste castelo com uma tristeza e saudade sem fim de minha mulher e de minha filha, mas irei para a guerra!
Inigo – Acompanhá-lo-ei, meu pai!
Diogo (determinado) – Não, meu filho! Já nos basta toda a desgraça que nos envolveu. Tu ficarás a governar os castelos! (dirigindo-se para os servos) – E vós, desenferrujai as armas e preparai o meu cavalo pois partirei hoje mesmo!
Henrique Caixeiro
Inês Chumbinho
Miguel Bartolomeu
Rodrigo Pinheiro
Colégio de Alfragide
Portugal, História e Lendas, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, 9ª edição