A Globalização e a Fast-Food...
Tema Anual
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Podemos dizer que a alimentação sempre foi uma área de interesse do homem, desde tempos imemoriais. O Homem desde cedo percebeu que a sua vida dependia da forma como se alimentava. Inicialmente, a necessidade de se alimentar tê-lo-á levado à observação de outros animais, do que eles comiam, como o comiam e onde o encontravam.
Podemos então afirmar sem margem para dúvidas que a alimentação esteve sempre ligada à Natureza: primeiro o homem terá aprendido a comer o mesmo que os outros animais mamíferos. Mais tarde terá percebido que esses animais seriam uma das melhores fontes de proteínas. Por fim, com a descoberta e utilização do fogo para aquecimento primeiro e para cozinhar mais tarde, o homem terá desenvolvido o sabor e o paladar, tendo tido alguma evolução em termos de sofisticação de sabores, usando plantas, fruta, raízes de plantas, cereais…
Mais tarde o homem sedentarizou-se. Desenvolveu assim todas as técnicas de cultivo e criação de gado para a sua subsistência. Na sociedade de subsistência, comia-se o que se produzia. O que não era consumido era trocado com as aldeias ou grupos habitacionais do lado. Aliás o trabalho era dirigido aos alimentos para se sobreviver fosse direta ou indiretamente.
Depois com a evolução para sociedades complexas, os serviços prestados já não tinham a ver com a alimentação, mas antes com as técnicas de produção para que a rentabilidade fosse o sustento económico da família e das povoações.
No século XIX e XX, com o mundo moderno e as fáceis comunicações, deu-se uma mistura de povos, com sucessivas migrações, emigrações, imigrações, e as diferentes culturas gastronómicas foram-se misturando.
Com a globalização, a publicidade, os meios de comunicação de palavra e imagem, a cultura de cada país foi tendo tendência para ultrapassar as fronteiras dos países, entrando nas culturas dos povos limítrofes
Todos nós conhecemos exemplos de comidas e restaurantes de diversas nacionalidades: desde a sopa de rabo de andorinha, à pizza, ao hot-dog, ao fish and chips, ao hamburger, ao gelado, todas as culturas acabaram invadindo as outras, no nosso caso substituindo a nossa dieta tradicional mediterrânica com muitos legumes, saladas e sopas por esta comida que mais tarde se acabou por vir a designar como fast-food, por ser de consumo rápido numa sociedade em que o tempo conta muito.