O Mocho Ano 1 - Número 4 - janeiro 2014 | Page 47

No mesmo artigo mais à frente encontramos o seguinte:

“ Foi alegado que os investidores estrangeiros estão a adquirir terras que não estão a ser cultivadas; deste modo, ao viabilizar estes terrenos para a produção, aumentam as aquisições e a disponibilidade global de alimentos. Mas o relatório da Land Matrix Partnership verificou não ser esse o caso: cerca de 45% das aquisições de terrenos agrícolas incluíam terrenos que estavam a ser cultivados e cerca de um terço dos terrenos adquiridos era composto por área florestal, indicando que o seu desenvolvimento poderia representar riscos para a biodiversidade.

Os investimentos são privados e públicos (por exemplo, procedentes de entidades estatais) e são provenientes de três diferentes grupos de países: economias emergentes como a China, a Índia, o Brasil, a África do Sul, a Malásia e a Coreia do Sul; países do Golfo ricos em petróleo e países com economias desenvolvidas, como os Estados Unidos e vários países europeus. Em média, o rendimento per capita nos países que estão na origem destes investimentos é quatro vezes superior ao dos países-alvo.”

É claro que os defensores dos mercados livres argumentam que, se os proprietários rurais locais pretendem vender a sua terra, a escolha é sua. Mas na realidade será que eles são verdadeiramente livres?

Também em relação ao problema das patentes de sementes, encontramos um outro artigo (http://www.tugaleaks.com/ue-controlo-sementes.html ) que nos diz o seguinte:

“A nova lei das sementes, aprovada pelos comissários europeus, e apesar de ter tido em conta algumas derrogações, é uma ameaça à agrobiodiversidade, à pequena e média agricultura local, dando poder absoluto à comissão europeia para abolir derrogações ou estabelecer novos limites quando bem entender. Criará enormes obstáculos à preservação de espécies e variedades, abrindo caminho ao agro-negócio gerido pelas gigantescas corporações, que pretendem a normalização e o estabelecimento de regras de propriedade intelectual sobre estas sementes.”

Claro que as grandes empresas como a Monsanto ou a Bayer não podem em si de contentes, pois faltará muito pouco para que as sementes trazidas pelo vento sejam proibidas e quem as usar possa estar a incorrer num crime. E nós achamos que isto é normal? Claro que para um citadino este problema não o vai afetar directamente. No entanto poderá afetá-lo indirectamente, pois ninguém vai garantir que dentro de algumas décadas os preços dos produtos derivados das mesmas sementes não atinjam preços astronómicos apenas porque passaram a depender de um mercado global.

Estes dois assuntos, se bem que possam aparecer apenas de vez em quando nas páginas dos jornais são demasiadamente importantes para que nós deixemos que o futuro seja uma incógnita para os países e povos mais pobres e por isso mais desprotegidos.

Este artigo é apenas uma chamada de atenção e uma sensibilização. Esperamos ir ainda a tempo de travar esta revolução silenciosa de que toda a humanidade se irá arrepender se não estiver atenta.

Este artigo fala do controlo mundial das multinacionais agro-pecuárias.

http://www.stopthecrop.org/pt/o-controle-pelas-multinacionais

Para seguirem estes e outros aspectos da sustentabilidade:

http://www.mercadoetico.com.br/

Este artigo fala do controlo mundial das multinacionais agro-pecuárias.

http://www.stopthecrop.org/pt/o-controle-pelas-multinacionais

Para seguirem estes e outros aspectos da sustentabilidade:

http://www.mercadoetico.com.br/

Este artigo é apenas uma chamada de atenção e uma sensibilização. Esperamos ir ainda a tempo de travar esta revolução silenciosa de que toda a humanidade se irá arrepender se não estiver atenta.

Este artigo fala do controlo mundial das multinacionais agro-pecuárias.

http://www.stopthecrop.org/pt/o-controle-pelas-multinacionais

Para seguirem estes e outros aspectos da sustentabilidade:

http://www.mercadoetico.com.br/

Estes dois assuntos, se bem que possam aparecer apenas de vez em quando nas páginas dos jornais são demasiadamente importantes para que nós deixemos que o futuro seja uma incógnita para os países e povos mais pobres e por isso mais desprotegidos.

Também em relação ao problema das patentes de sementes, encontramos um outro artigo (http://www.tugaleaks.com/ue-controlo-sementes.html ) que nos diz o seguinte:

“A nova lei das sementes, aprovada pelos comissários europeus, e apesar de ter tido em conta algumas derrogações, é uma ameaça à agrobiodiversidade, à pequena e média agricultura local, dando poder absoluto à comissão europeia para abolir derrogações ou estabelecer novos limites quando bem entender. Criará enormes obstáculos à preservação de espécies e variedades, abrindo caminho ao agro-negócio gerido pelas gigantescas corporações, que pretendem a normalização e o estabelecimento de regras de propriedade intelectual sobre estas sementes.”

É claro que os defensores dos mercados livres argumentam que, se os proprietários rurais locais pretendem vender a sua terra, a escolha é sua. Mas na realidade será que eles são verdadeiramente livres?

Também em relação ao problema das patentes de sementes, encontramos um outro artigo (http://www.tugaleaks.com/ue-controlo-sementes.html ) que nos diz o seguinte:

“A nova lei das sementes, aprovada pelos comissários europeus, e apesar de ter tido em conta algumas derrogações, é uma ameaça à agrobiodiversidade, à pequena e média agricultura local, dando poder absoluto à comissão europeia para abolir derrogações ou estabelecer novos limites quando bem entender. Criará enormes obstáculos à preservação de espécies e variedades, abrindo caminho ao agro-negócio gerido pelas gigantescas corporações, que pretendem a normalização e o estabelecimento de regras de propriedade intelectual sobre estas sementes.”

Claro que as grandes empresas como a Monsanto ou a Bayer não podem em si de contentes, pois faltará muito pouco para que as sementes trazidas pelo vento sejam proibidas e quem as usar possa estar a incorrer num crime. E nós achamos que isto é normal? Claro que para um citadino este problema não o vai afetar directamente. No entanto poderá afetá-lo indirectamente, pois ninguém vai garantir que dentro de algumas décadas os preços dos produtos derivados das mesmas sementes não atinjam preços astronómicos apenas porque passaram a depender de um mercado global.

Estes dois assuntos, se bem que possam aparecer apenas de vez em quando nas páginas dos jornais são demasiadamente importantes para que nós deixemos que o futuro seja uma incógnita para os países e povos mais pobres e por isso mais desprotegidos.

Os investimentos são privados e públicos (por exemplo, procedentes de entidades estatais) e são provenientes de três diferentes grupos de países: economias emergentes como a China, a Índia, o Brasil, a África do Sul, a Malásia e a Coreia do Sul; países do Golfo ricos em petróleo e países com economias desenvolvidas, como os Estados Unidos e vários países europeus. Em média, o rendimento per capita nos países que estão na origem destes investimentos é quatro vezes superior ao dos países-alvo.”

No entanto continuamos a consumir plástico como se disso dependesse a nossa felicidade. É o plástico das garrafas PET é o plástico de todo o tipo de embalagens que compramos no supermercado, é o plástico que é usado para tudo e mais alguma coisa devido ao facto de ser mais barato.

Tema Anual

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Devem as sementes ser patenteadas pelas grandes empresas multinacionais da agricultura e biotecnologia?