O impeachment de Dilma Rousseff IMPEACHMENT_AZEDO | Page 17
empresas estatais e fundos de pensão; que o atendimento das pres-
sões corporativas, as exigências partidárias, a promiscuidade polí-
tica, o descuido e a incompetência na gestão pública elevariam
continuamente os gastos e reduziriam a qualidade dos serviços
públicos. Aliados à irresponsabilidade e à incompetência, este cená-
rio levaria o Brasil a um vendaval político agravado pela descon-
fiança, com a descoberta de corrupção.
O futuro do Brasil não parecia promissor quando olhávamos
para ele considerando a possibilidade da continuidade do governo
Dilma. Esta era a sensação dos atores do processo, deputados e
senadores, em uma expressiva maioria – 367 deputados contra 137,
na votação da abertura do processo, no dia 17 de abril de 2016, e 61
senadores contra 20, no ato final do dia 31 de agosto de 2016.
Luiz Carlos Azedo mostra isto, mesmo sem falar explicita-
mente. É uma leitura necessária para quem assistiu e leu nos jornais
e para quem no futuro quiser entender as entrelinhas da história.
* O senador da República Cristovam Buarque é
engenheiro, economista, ex-reitor da Universidade de
Brasília, ex-governador do Distrito Federal e ex-minis-
tro da Educação.
Prefácio
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