O Fim do Papel 1 | Page 39

   A dor e o ardor de um novo ciclo  Seria impossível afirmar que o sentimento sob a ótica de transformação seria de todo e por todos, positivo. Os profissionais do Correio Riograndense garantem que a perda do contato físico com os leitores, com os agentes e com as comunidades e a estima que deles recebem, será dolorosa. Além disso, as expectativas pessoais dos jornalistas pendem mais ao assustador do que ao otimista, já que é notória a dificuldade dos veículos de comunicações tradicionais de manterem­se chamativos todo o tempo no mercado digital.  Não obstante, há a preocupação de ter o planejamento necessário para não perder a importância e o zelo do leitor,  bem como a responsabilidade de dar paralela continuidade e conservação de sua missão como jornal.   As expectativas e metas são de acompanhar todos os públicos, renovando as leituras dos antigos e conquistando novos. Ademais, como as barreiras geográficas serão definitivamente extintas e o canal atingirá uma abrangência ainda maior de localidades, será através de sua moeda indiscutível de credibilidade e de conteúdos específicos e direcionados que o CR buscará ascender tal transformação, numa firme tentativa de agregar e fidelizar quem lê e quem se identifica com as pautas propostas.