Foram com mais de 5.530 edições que
o jornal Correio Riograndense, no ano de
2016 dá adeus ao meio impresso de
comunicação. A mudança da plataforma
física do papel para a plataforma digital,
além de ser motivada pela viabilidade
financeira de sustentação do veículo,
deuse também pela vontade de
adaptação aos novos tempos. A nova
proposta, explicitada pelo atual Frei
diretor João Carlos Romanini, demonstra
os mesmos anseios dos frades que
vieram à Serra Gaúcha há 120 anos e
que conseguiram mostrar uma nova
perspectiva de comunicação: é preciso
“voltar às fontes”, onde os princípios de
divulgação dos ideais cristãos e da
valorização da terra, cultura e agricultura
local permanecem.
Mesmo com a vontade majoritária dos
leitores da manutenção dos dois formatos,
o impresso e o digital, Frei Romanini
elucida que o fenômeno do tempo e a
mudança de extensões de leitura
interferem diretamente na existência do
Correio Riograndense como meio de
comunicação. Fomentando, a partir daí, a
necessidade de vestir um novo conceito
de produzir e consumir notícia. Ao afirmar
“Nunca tivemos tantos leitores como hoje,
mas em outro lugar”, o diretor nos dá a
certeza de que haverá sim uma
reformulação do canal, mas sem interferir
na missão e princípios difusores e
propulsores que garantem a diferenciação
do Correio aos demais jornais e que,
efetivam determinados valores humanos
nos ritos diários de seus leitores.