O Fim do Papel 1 | Page 38

 Foram com mais de 5.530 edições que o jornal Correio Riograndense, no ano de 2016 dá adeus ao meio impresso de comunicação. A mudança da plataforma física do papel para a plataforma digital, além de ser motivada pela viabilidade financeira de sustentação do veículo, deu­se também pela vontade de adaptação aos novos tempos. A nova proposta, explicitada pelo atual Frei diretor João Carlos Romanini, demonstra os mesmos anseios dos frades que vieram à Serra Gaúcha há 120 anos e que conseguiram mostrar uma nova perspectiva de comunicação: é preciso “voltar às fontes”, onde os princípios de divulgação dos ideais cristãos e da valorização da terra, cultura e agricultura local permanecem.  Mesmo com a vontade majoritária dos leitores da manutenção dos dois formatos, o impresso e o digital, Frei Romanini elucida que o fenômeno do tempo e a mudança de extensões de leitura interferem diretamente na existência do Correio Riograndense como meio de comunicação. Fomentando, a partir daí, a necessidade de vestir um novo conceito de produzir e consumir notícia. Ao afirmar “Nunca tivemos tantos leitores como hoje, mas em outro lugar”, o diretor nos dá a certeza de que haverá sim uma reformulação do canal, mas sem interferir na missão e princípios difusores e propulsores que garantem a diferenciação do Correio aos demais jornais e que, efetivam determinados valores humanos nos ritos diários de seus leitores.