O Desejado de Todas as Nacões por Ellen G. White 1 | Page 297

Capítulo 49 — Na Festa dos Tabernáculos Este capítulo é baseado em João 7:1-15 ; 37-39 .
Três vezes por ano era exigido dos judeus reunirem-se em Jerusalém para fins religiosos . Envolto na coluna de nuvem , o invisível Guia de Israel dera instruções quanto a esses cultos . Durante o cativeiro dos judeus , eles não puderam ser observados ; mas ao ser o povo restabelecido em seu próprio país , recomeçara a observância dessas comemorações . Era o desígnio de Deus que esses aniversários O trouxessem à mente do povo . Com poucas exceções , porém , os sacerdotes e guias da nação haviam perdido de vista esse objetivo . Aquele que ordenara essas assembléias nacionais e lhes compreendia o significado , testemunhava a deturpação das mesmas . A festa dos tabernáculos era a reunião final do ano . Era desígnio de Deus que , por essa ocasião , o povo refletisse em Sua bondade e misericórdia . Toda a Terra estivera sob Sua direção , recebendo Suas bênçãos .
Dia e noite permanecera sobre ela o Seu cuidado . O Sol e a chuva tinham feito com que o solo produzisse frutos . Dos vales e planícies da Palestina , tinha sido recolhido o cereal . Apanhadas as azeitonas , armazenara-se o precioso azeite . A palmeira tinha oferecido sua contribuição . Os viçosos cachos da videira haviam sido comprimidos no lagar . A festa continuava por sete dias , e para celebração da mesma , os habitantes da Palestina , bem como muitos de outras terras , deixavam sua casa e iam ter a Jerusalém . Iam de toda parte , levando consigo um testemunho do regozijo que os animava . Velhos e moços , ricos e pobres , todos levavam alguma dádiva como tributo de gratidão Àquele que lhes coroara o ano com Sua bondade , e lhes dera a abundância . Tudo quanto podia alegrar a vista e dar expressão ao contentamento geral , era levado das matas ; a cidade apresentava o aspecto de uma linda floresta . Essa festa não era somente a ação de graças pela colheita , mas uma celebração do protetor cuidado de Deus sobre Israel no deserto .
Para comemorar sua vida em tendas , os israelitas durante a festa habitavam em cabanas ou tabernáculos de ramos verdes . Essas cabanas eram erguidas nas ruas , nos pátios do templo , ou nos telhados das casas . As colinas e vales em torno de Jerusalém achavamse também bordados com essas habitações de folhas , e repletas de gente . Com hinos sagrados e ações de graças , celebravam os adoradores essa ocasião . Pouco antes da festa vinha o dia da expiação ; quando , depois de confessados os pecados , se declarava o povo em paz com o Céu . Assim se preparava o caminho para o regozijo da festa . “ Louvai ao Senhor , porque Ele é bom , porque a Sua benignidade é para sempre ” ( Salmos 106:1 ), eram as palavras que se erguiam triunfalmente , ao passo que toda espécie de música , de mistura com aclamações de hosanas , acompanhavam o unido canto .
O templo era o centro da alegria geral . Ali se achava a pompa das cerimônias sacrificais . Ali , enfileirados de ambos os lados da escada de branco mármore do sagrado
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