Tavola Redonda – Iniciação em 18-02-2017
Ano XV | Edição 35 | 43
Vida Privada do Político
Quem se propõe a ingressar na vida política ou então nela continuar a permanecer, sempre corre o risco de ver sua vida particular devassada, isto é, tornada pública. E não se desconhece que as pessoas possuem íntimos segredos que nunca, ou raramente são revelados, porque tão somente interessam a elas, exclusivamente.
Contudo, no momento em que alguém resolve se expor publicamente na conquista de votos, inevitavelmente vêm à tona suas intimidades, seus segredos, suas particularidades, pois o eleitor, se não o conhece tanto quanto gostaria, procurará conhecê-lo melhor ainda para saber se merece o seu voto, se é confiável.
Pois o cidadão é um sujeito curioso. Sabe perfeitamente que todo ser humano possui defeitos, fraquezas, falhas; que ninguém é perfeito. Mas o que ele quer mesmo é enxergar virtudes( e não os defeitos) em seu candidato a líder, ou melhor, espera encontrar nele um“ plus” que o possa diferenciar dos demais e até mesmo do próprio eleitor, que, às vezes, gostaria de se identificar com aquele que se propõe a governá-lo, pois é este quem futuramente o dirigirá e quem delineará os rumos para o bem estar geral de
seus governados. Uma espécie de transferência psicológica instintiva entre o eleitor e o candidato e isso vem desde priscas eras.
É aí, porém, que o racional deve prevalecer sobre o emocional, pois o que se requer de um líder, de um político, é que ele, simplesmente saiba bem governar. Pouco importa seja branco ou negro, gordo ou magro, homem ou mulher, hétero ou homossexual, casado, divorciado ou solteiro. Mas o mais importante de tudo é que ele seja, além de competente e honesto, uma pessoa que aja e pense no bem estar de seus administrados. O bem governar. Palavras essas que implicam numa ampla gama de interpretações, mas sempre deveriam estar direcionadas ao bem público.
Mas essa opção nem sempre ocorre, pois o votante, além de supor que político possa ser um bom administrador, ou um bom legislador, procura encontrar nele algumas afinidades, como qualquer outro ser humano, uma empatia mesmo. Por isso vota muitas vezes levado pela intuição, pela emoção, pela figura do líder, pela sua simpatia, com um número de variáveis quase que impossíveis de ser quantificadas.
Aí então não tem como se esconder. Por mais que não possa querer, o candidato a líder tem sua vida pretérita e presente exposta publicamente e assim é obrigado a se submeter à luz. Pois o eleitor, sempre um curioso, quer saber de tudo ou de quase tudo sobre a vida privada do candidato, do político. Por isso aquele não pode se rebelar quando tem sua vida passada a limpo, que nem sempre é limpa, pois procura-se nele enxergar autenticidade. Não pode ter duas caras, uma para o público, outra para o privado.
Perde votos se não for autêntico, pois, mais cedo ou mais tarde, a verdade poderá ser revelada. Consegue-se enganar alguns durante algum tempo, porém não todos durante todo o tempo. Há limites.
Assim, quem se arvora a pretender ser político, não pode se lamentar depois quando vê seus segredos escancarados, nem queira depois insurgir-se contra a divulgação das descobertas a respeito de sua vida pessoal privada.
Pois, como já disse um antigo cronista social, em sociedade sabe-se tudo.
Luís Carlos Bedran * Sociólogo
Or.’. de Araraquara – SP)
Tavola Redonda – Iniciação em 18-02-2017
Cap.’. Castelo Caminhos da Virtude – para meninos de 8 a 12 anos das três OOb.’. Maçônicas. Entre os Iniciados estão Giuliano, Fernando, Helton, Artur, Matheus, Salomão, Clark, Pedro, Mário e Vitor. A Belíssima cerimônia aconteceu no Templo Nobre do Grande Oriente do Paraná- COMAB. Curitiba – Paraná. Fevereiro de 2017.