Ano XIV | Edição 34 | 63
Ninguém é substituível!!!
Na sala de reunião de uma multinacio-
nal o diretor nervoso fala com sua equipe
de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhan-
do nos olhos de cada um ameaça:"ninguém
é insubstituível"!
A frase parece ecoar nas paredes da sala
de reunião em meio ao silêncio.
Os gestores se entreolham, alguns abai-
xam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente, um braço se levanta e o di-
retor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - o encara o diretor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubs-
tituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio…
O funcionário fala então:
- Ouvi essa história esses dias, contada
por um profissional que conheço e achei
muito pertinente falar sobre isso. Afinal as
empresas falam em descobrir talentos, reter
talentos, mas, no fundo continuam achan-
do que os profissionais são peças dentro
da organização e que, quando sai um, é só
encontrar outro para por no lugar. Então,
pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom
Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sina-
tra? Garrincha? Santos Dumont? Montei-
ro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge
Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods?
Albert Einstein? Picasso? Zico? Etc.?…
O rapaz fez uma pausa e continuou:
- Todos esses talentos que marcaram a
história fazendo o que gostam e o que sa-
bem fazer bem, ou seja, fizeram seu talen-
to brilhar. E, portanto, mostraram que são
sim, insubstituíveis. Que cada ser humano
tem sua contribuição a dar e seu talento di-
recionado para alguma coisa. Não estaria na
hora dos líderes das organizações reverem
seus conceitos e começarem a pensar em
como desenvolver o talento da sua equipe,
em focar no brilho de seus pontos fortes e
não utilizar energia em reparar seus 'erros ou
deficiências'?
Nova pausa e prosseguiu:
- Acredito que ninguém se lembra e nem
quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO
, se PICASSO ERA INSTÁVEL , CAYMMI
PREGUIÇOSO , KENNEDY EGOCÊN-
TRICO, ELVIS PARANÓICO… O que
queremos é sentir o prazer produzido pelas
sinfonias, obras de arte, discursos memorá-
veis e melodias inesquecíveis, resultado de
seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma
organização mudar o olhar sobre a equipe e
voltar seus esforços, em descobrir os PON-
TOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fa-
zer brilhar o talento de cada um em prol do
sucesso de seu projeto.
Divagando o assunto, o rapaz continuava.
- Se um gerente ou coordenador, ainda
está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua
equipe, corre o risco de ser aquele tipo de
‘técnico de futebol’, que barraria o Garrincha
por ter as pernas tortas; ou Albert Einstein
por ter notas baixas na escola; ou Beethoven
por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria
PERDIDO todos esses talentos.
Olhou à sua a volta e reparou que o Di-
retor olhava para baixo, pensativo. E voltou
a dizer nesses termos:
- Seguindo este raciocínio, caso pudes-
sem mudar o curso natural, os rios seriam
retos não haveria montanha, nem lagoas
nem cavernas, nem homens nem mulheres,
nem sexo, nem chefes nem subordinados…
Apenas peças… E nunca me esqueço de
quando o Zacarias dos Trapalhões que 'foi
pra outras moradas'. Ao iniciar o progra-
ma seguinte, o Dedé entrou em cena e fa-
lou mais ou menos assim: "Estamos todos
muito tristes com a 'partida' de nosso irmão
Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chama-
mos:…NINGUÉM…Pois nosso Zaca é in-
substituível.” – concluiu, o rapaz e o silêncio
foi total.
Conclusão:
NUNCA ESQUEÇA: VOCÊ É UM
TALENTO ÚNICO! COM TODA CER-
TEZA NINGUÉM TE SUBSTITUIRÁ!
"Sou um só, mas ainda assim sou um.
Não posso fazer tudo..., mas posso fazer al-
guma coisa. Por não poder fazer tudo, não
me recusarei a fazer o pouco que posso."
"NO MUNDO SEMPRE EXISTI-
RÃO PESSOAS QUE VÃO TE AMAR
PELO QUE VOCÊ É… E OUTRAS…
QUE VÃO TE ODIAR PELO MESMO
MOTIVO… ACOSTUME-SE A ISSO…
COM MUITA PAZ DE ESPÍRITO…"
É bom para refletir e se valorizar!
(Texto enviado pelo
CCar.’. Ir.’. Alfredo Romão Kovalski –
Or.’. de Londrina – Paraná)
A parábola
da Verdade,
Conto Judaico
'Um dia, a Verdade andava
visitando os homens sem roupas
e sem adornos, tão nua como o
seu nome. E todos que a viam
viravam-lhe as costas de vergonha
ou de medo e ninguém lhe dava as
boas vindas.
Assim, a Verdade percorria os
confins da Terra, rejeitada e
desprezada.
Uma tarde, muito desconsolada e
triste, encontrou a Parábola, que
passeava alegremente, num traje
belo e muito colorido.
- Verdade, por que estás tão
abatida? - perguntou a Parábola.
- Porque devo ser muito feia já que
os homens me evitam tanto!
- Que disparate! - riu a Parábola
- não é por isso que os homens te
evitam. Toma, veste algumas das
minhas roupas e vê o que acontece.
Então a Verdade pôs algumas das
lindas vestes da Parábola e, de
repente, por toda à parte onde
passa era bem-vinda.
- Pois os homens não gostam
de encarar a Verdade nua; eles a
preferem disfarçada.'