O Cavaleiro de São João O Cavaleiro 34 | Page 49

Ano XII | Edição 32 | 49 UMA EXISTÊNCIA – 80 ANOS (20-12-1935) Uma estrada longa, percorrida, foi um caminho cheio de vida, de amor, de carinho e emoção. Os anos passando lentamente, a vida chegando serenamente, quanta bondade em seu coração. Hoje, um tempo já passado, seus oitenta anos chegado, muita alegria a cada manhã. Você, Ilma, uma pessoa querida, lutadora e muito aguerrida, se tornando uma jovem anciã. Pedimos que todos os dias seus, sejam abençoados por Deus, e também pela Virgem Maria. Que sua vida nunca se encerra, prá fazer o bem aqui na aterra, lutando prá que haja harmonia. Nós, esposo, filhos e neto, te amamos com muito afeto; sua presença só nos dá alegria. Esta sua tão longa vivência, sem, soberba, muita experência, nos enche de paz, a cada dia. Você, uma importante criatura, de mente sadia e alma tão pura, é repleta de amor e de bonança Hoje, entre amigos neste cenário, completando mais um aniversário, continua sendo a nossa esperança. (Nossa homenagem à nossa querida Esposa Ilma nos seus oitenta anos de vida. José Vicente Daniel – Or.’. de Pequeri – Minas Gerais – 20-12-2015) NA RETIDÃO DO ESQUADRO... CONEXÃO Não sou santo e portanto peço compreensão pelos meus atos eu bem sei que tenho defeitos e longe de mim ser perfeito. Espírito solto alma liberta, mente que vagueia. Ao viajar do Ocidente ao Oriente vou aprendendo o que e retidão de como exercer a fraternidade e com os meus irmãos repartir o pão. Sem amarras, sem portos ou paragens vejo-me absorto. O ritual é meu livro de cabeceira pois lá encontro toda a sabedoria bem claro está que a tolerância deve ser a principal arma usada. Nele aprendi que a minha liberdade há de ser exercida com dignidade entender assim , o que é a igualdade formando tripé com a fraternidade. No desbaste diário da pedra bruta conduzo a vida na retidão do esquadro no giro do compasso busco sabedoria aprendendo o que é justo é perfeito. No dia-a-dia da minha existência persevero em manter boa conduta e da minha estada nesta Mãe-Terra vou tentando polir a minha pedra bruta. É nos ensinamentos do simbolismo que assimilo as lições para a vida entre colunas e na escada de Jacó tendo alcançar a minha perfeição... Giuseppe Martinelli Guarapuava, 2012 RETRATO Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro (marcado), nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: - Em que espelho ficou perdida a minha face? (Cecília Meireles) Nessas condições vou e volto livre e peregrino falo, canto, sonho, imagino. Imagens distantes revividas, situações resgatadas, palavras sutis. Sinto o perfume o calor a forma, o jeito, ansioso, gostoso de amar. Deolindo Dorta de Oliveira