Número Um Samba 1 | Page 3

Consta da Carta do Samba em sua página de nº 08:-“ Até agora, para um disco brasileiro, centenas de discos estrangeiros são editados no país. E, entre os discos considerados brasileiros, muitos são traduções ou versões, que do Brasil têm apenas a língua básica em que são cantados, pois até mesmo a entonação e a bossa vêm prontinhas de fora. O músico nacional não participa sequer como intérprete nesses discos, que são gravados sem a letra e distribuídos assim a vários países, fazendo-se a montagem da voz na matriz já feita”. A Carta pede também que as gravadoras, estações de rádio e TV sejam obrigadas a produzir ou reproduzir 60% de músicas brasileiras.

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Dia Nacional

do Samba

Nesta data, na época, começavam, por determinação legal, os ensaios das referidas Escolas, Paulo da Costa Lamarão

Número Um Samba, Abril 2016 3 4

Sobre a escolha da data de 2 de dezembro como Dia do Samba o autor do projeto de lei assim se expressou: “A iniciativa foi do presidente da Confederação Brasileira das Escolas de Samba, Paulo da Costa Lamarão, visto que, nesta data, na época, começavam, por determinação legal, os ensaios das referidas Escolas, visando ao carnaval do ano seguinte, uma vez que, antes, eram bastante tumultuados e desordenados”.

“Assim a instituição do Dia do Samba é, com efeito, uma justiça que se impõe como homenagem aos seus compositores, aos próprios brasileiros e á Musica Popular de nosso país, a qual encontra no Samba a sua expressão máxima”.

“O dia 2 de dezembro que será festejado por todos Este fato consta do documento “Carta do Samba” extraída do I Congresso Nacional do Samba realizado no Rio de Janeiro no período de 28/11/1962 à 02/12/1962, com apoio do Ministério da Educação e Cultura – Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro. O Presidente do Congresso foi Edison Carneiro, e vejam os vices presidentes: Ari Barroso, Araci de Almeida, Almirante. Nas comissões: Paulo Tapajós, Haroldo Costa, Donga, Sérgio Cabral, Maestro José Siqueira, Pixinguinha, Tinhorão e Osvaldo Sargentelli, entre outros. Participaram deste I Congresso Nacional do Samba, intérpretes, sambistas, estudiosos, amigos do samba e interessados em geral.