N 15 - Março - 2019 - Ano V Revista Líder Coach | Page 40
DÊ LINHA NA PIPA
VAMOS VOAR...
RONALDO BARBOSA
O mundo é, em si, muito simples.
O complicado é ter tempo para
inventar coisas que não precisamos
carregar, enquanto estamos a andar
por esse mundão de meu Deus. E, por
isso, me consolo na sabedoria das
crianças. Elas fazem as pazes com o
dedinho. Evitam magoar e chamam,
umas às outras, de bobo. Falam a
verdade e o que pensam, quando
bem entendem para quem for.
Melhor, se surpreendem com coisas
simples e gritam UAAUU. Se bem que
tem umas que sussurram um uia.
Ingenuamente, na perspectiva
delas, vivem em mundinho próprio,
meio que sem regras, normas
ou códigos de conduta, embora
saibam discernir o certo do errado,
mesmo que intuitivamente.
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LÍDER COACH - FEVEREIRO 2019
Certa vez, neste mesmo mundo
onde todos vivem, um advogado
virou notícia porque teria dito
que: “bandido tem regras, normas
e código de ética, como todo
e qualquer profissional!”
Claro que classifico a frase como de
pura infelicidade e que envergonha
todas as classes de profissionais,
porque rebaixa e compara as
profissões com a atividade criminosa.
A ética é antagônica ao crime. Cultua
valores do bem, da honestidade, da
conduta correta. Um criminoso que
infringe leis ou normas e provoca
algum tipo de dano a alguém
nada tem a ver com antiética, é
comportamento criminoso.
Falo tudo isso para falar da
ética nas profissões; em
especial da atividade coach.
Proponho uma visão da ética
da prática do coach a partir da
dispersão do saber, que nos leve
à discussão das características
da atuação profissional do coach
para entender qual o seu lugar
no mundo e sua relação com
a cidadania e a qualidade de
vida das pessoas envolvidas em
cada atendimento ou sessão.
Mas, o que é ser coach?
O amigo leitor pode me ajudar
a ampliar meus entendimentos,
mas por enquanto, na forma
como entendo normalmente, a
atividade coaching se propõe –
metaforicamente - ser uma ponte
entre aquilo que se entende ser,
para se chegar, ao que se quer ser