N 15 - Março - 2019 - Ano V Revista Líder Coach | Page 28

UM NOVO E PRÓSPERO CASAMENTO CRISTIANNE P. GREGORYN Com o desejo de melhor atender aos coachees, cada coach procura – de acordo com suas crenças, habilidades e seu perfil pessoal – estudos e/ou ferramentas que complementem o processo de coaching, sempre com o desejo de ajudar seus clientes a conquistarem os objetivos de forma mais rápida, com transformação real e que promova a diferença positiva na vida deles. Podemos citar como exemplos, o uso da bioenergética, constelação familiar, mapa numerológico, programação neurolinguística, entre outros. Neste momento abordaremos um novo casamento: a união da hipnose com o coaching. Para isso, falaremos um pouco da sua história, da diferença entre hipnose de entretenimento e a hipnoterapia e de como ela vem sendo utilizada nos processos de coaching. Embora durante toda a história da humanidade a hipnose e o emprego dos estados hipnóticos estiveram presentes, aqui nos deteremos à explanação a partir do século XI. Mesmo não sendo usado o termo “hipnose”, os processos e procedimentos hipnóticos eram utilizados pelos povos e civilizações antigas para a cura de doenças e dores diversas, sendo os sacerdotes os principais facilitadores desse processo. Nos papiros de Ebers, no Egito, pode-se comprovar a descrição da prática que induzia ao que conhecemos hoje por “estado hipnótico”, cuja finalidade era de cura. Segundo Bauer, (1998), podia ser encontrado nestes documentos a coleção de escritos médicos 28 LÍDER COACH - FEVEREIRO 2019 descrevendo como aliviar as dores e como curar as doenças. Na terapia onírica ou do sono divino, os sacerdotes utilizavam-se das imagens que apareciam no estado anterior ao sono dos doentes, conhecido como hipnagógico, para diagnosticar e curá-los através de sugestões hipnóticas. Avicena que serviu soberanos persas como médico, sábio e filósofo, defendia a ideia de que por meio da imaginação podia tanto curar como tornar as pessoas doentes. No período em que se acreditava que a cura estava na influência do magnetismo das estrelas, a hipnose era empregada por meio de induções hipnóticas durante as danças, orações, rituais diversos – em grupos ou individuais - carregada de magia, religiosidade e misticismo sempre com foco na cura por meio das profecias, mensagens dos deuses e da imaginação. Já no século XVIII, o médico James Braid assistiu a uma cirurgia realizada por Franz Anton Mesmer, em que seu paciente fora anestesiado pela prática da hipnose. A partir daí definiu o estado hipnótico como um estado particular de “sono do sistema nervoso”, por conta disso, nomeou-o de hipnose (do grego Hypnos, o deus do sono na Mitologia Grega). Mais tarde ele concluiu que, cientificamente, a hipnose não se relaciona com o sono, mas o nome já tinha sido estabelecido e não foi possível substituí-lo, embora tenha tentado. Depois de um período longo de esquecimento e de ter sido mal interpretada, a hipnose foi resgata no século XIX pelo neurologista Charcot para tratar de pacientes com histeria. Dessa vez, o meio científico passou a dar mais atenção, atraindo novos adeptos, inclusive Freud. No século XX, o psiquiatra Milton Erickson trouxe a ideia de autoridade do hipnólogo para o processo terapêutico e utilizou a hipnose na maioria dos problemas psicológicos dando ênfase à linguagem e a utilização de metáforas para o engajamento de processos não conscientes. Dentre as muitas pessoas que colaboraram para que a hipnose esteja