My first Magazine Relatório_2016_FINAL | Page 79

O projeto contempla consiste na elaboração e divulgação de receitas com os géneros alimentares da FEAC, nomeadamente, arroz tufado, o queijo em barra, o leite em pó, a farinha láctea, as salsichas entre outros, e na realização de workshops práticos de culinária com a presença do Chef António Nobre, de forma a capacitar os beneficiários de competências na área da economia e confeção alimentar doméstica. A Cáritas Diocesana de Beja pretende desta forma, dar um contributo na utilização racional dos produtos da FEAC, desmistificando a opinião em torno dos mesmos, de forma saborosa e apelativa. Parceria com o IEFP O projeto Horta Nova Esperança foi concebido para proporcionar formação agrícola e aumentar competências pessoais, relacionais, sociais e profissionais aos utentes das respostas sociais da Cáritas Diocesana de Beja. Numa primeira fase e através de parcerias efetuadas com a EDIA e o IPBeja foi possível efetivar este propósito e neste momento o projeto Horta Nova Esperança é uma realidade, sobretudo para os utentes da Comunidade Terapêutica que lá residem, complementando a intervenção terapêutica, ao mesmo tempo que os alimentos produzidos são canalizados para as respostas sociais da Cáritas Diocesana na confeção das refeições. Este projeto entra agora numa segunda fase de intervenção através da parceria criada com o Centro de Formação de Beja do IEFP. Iniciou-se nas instalações da Cáritas / Comunidade Terapêutica Horta Nova, um curso de Operador Agrícola com a duração de 18 meses, com equivalência ao 9.º ano de escolaridade, em que a maioria dos formandos são pessoas apoiadas pela Cáritas Diocesana de Beja. Sobre o projeto Horta Nova Esperança: A partir de uma Quinta com aproximadamente 5 hectares, situada na Comunidade Terapêutica, o projeto Horta – Nova Esperança pretende, garantir pelo menos três respostas espaçadas no tempo e em diferentes fases, ao problema das poucas competências e emprego nos utentes da Cáritas Diocesana de Beja. Numa primeira fase, capacitar e qualificar utentes afetos à Comunidade Terapêutica ali existente (em regime de internato), ajustando o programa de recuperação de ex-alcoólicos e ex-toxicodependentes, bem como noutra fase a outras pessoas em situação de exclusão e vulnerabilidade social, nomeadamente: desempregados, vítimas de violência doméstica, ex-reclusos e sem abrigo que se encontram cobertos pelas respostas sociais a um plano de formação ajustado ao perfil. O escoamento da produção de alimentos (hortícolas, aromáticas e frutícolas) para as respostas sociais da instituição, que serve cerca de 120.000 refeições por ano a pessoas carenciadas, viabilizando-se de forma sustentável. 79