My first Magazine Relatório_2016_FINAL | Page 63

equipa e saber gerir diferentes funções e responsabilidades. Durante o ano de 2016, este trabalho continuou a ser desenvolvido dentro dos moldes já definidos anteriormente, com algumas pequenas inovações. Ao nível da confeção da alimentação, de forma a reduzir o esforço dos utentes, iniciámos uma parceria com a Cozinha da sede, passando as refeições de Domingo a serem confecionadas pela mesma. Em Outubro de 2016 recebemos uma importante visita na nossa cozinha: O Chefe Nobre. A sua visita teve como objetivos transmitir algumas dicas de como com os ingredientes do dia-a-dia podemos cozinhar comida mais saborosa, com os truques dos chefes. No setor Horta, foram elaborados, pelos utentes, bancos de exterior com recurso a paletes, fornecidas pelas entregas de bens à Comunidade, de forma a oferecer mais conforto aos utentes e embelezar a Comunidade. Foi também adquirida uma moto-roçadora que facilitou algum do trabalho realizado neste setor, permitindo, tamb ém, arranjar de forma mais harmoniosa os espaços exteriores. Ainda neste setor e no âmbito do Projeto Horta Nova-Esperança, conseguimos aumentar a produção de produtos hortícolas e plantar um pomar. No dia 10 de Fevereiro de 2016 recebemos na Comunidade alguns voluntários da Empresa EDIA que nos vieram ajudar na recolha de hortícolas. A Componente Lazer permite aos residentes aprenderem a ocupar os tempos de lazer e a disfrutar do tempo de ócio de uma forma mais saudável. Neste âmbito, tentámos dar continuidade ao trabalho já desenvolvido nos anos anteriores, procurando oferecer um leque de atividades diversificado e culturalmente rico. As atividades de Lazer desenvolvem-se diariamente ao fim do dia e aos fins-de-semana. Entre as atividades habitualmente desenvolvidas pelos utentes, dentro da Comunidade, encontram-se as artes manuais (pintura, desenho, serralharia, etc.), leitura, música, visualização de filmes e séries, jogos de tabuleiro, atividade desportiva livre, festividades de aniversário e de dias especiais (Natal, Ano Novo, etc.). As atividades de Lazer desenvolvidas fora da Comunidade podem ser variadas, desde prática desportiva, caminhadas, piqueniques, idas a feiras, cinema, exposições, teatros, etc. Durante o ano de 2016 salientamos como atividades mais significativas: a participação na Caminhada a favor da Cáritas “Correr e Caminhar por ti”, organizada pelos alunos do 3º ano do curso de Comunicação Multimédia do Instituto Politécnico de Beja; a participação na Festa de Carnaval da Rede Social; participação no evento cultural “Beja Romana”; Visita à Feira Agrícola “OviBeja”; celebração do dia da Espiga em conjunto com os utentes do Apoio Domiciliário; festejo dos Santos Populares; participação na peregrinação Diocesana a Fátima, observação do cortejo etnográfico e histórico de Serpa; participação no Torneio de Futebol das Neves; Férias Terapêuticas com idas à praia, piscina e churrascos e Festival de Contos “Palavras Andarilhas”. A par do trabalho descrito, é também realizado um trabalho de acompanhamento aos utentes da Comunidade, ao nível social, da saúde e no âmbito judicial. A recuperação das pessoas, com problemas de adição, faz-se trabalhando a pessoa no seu todo, pelo que o acompanhamento a estes níveis torna-se igualmente essencial para o sucesso do tratamento. Este acompanhamento é feito no dia-a-dia, tendo em conta as necessidades emergentes em cada utente. Destacamos, no ano de 2016, duas sessões de esclarecimento no âmbito da saúde, uma sobre Nutrição e a outra sobre HIV. Estas sessões de esclarecimento contaram com a presença de uma nutricionista e uma enfermeira da Equipa do Centro de Saúde de Beja. No ano de 2016, recebemos também 80 horas de trabalho Comunitário, referentes a um residente que se encontra em tratamento. De forma articulada e planeada foi possível facilitar este processo ao utente, que concluiu assim a pena que tinha em curso, sem necessidade de interromper o tratamento, ou prolongá-la para além deste. A Comunidade beneficiou dessa forma de melhorias nos seus espaços internos, potenciando também algumas competências do utente. O acompanhamento aos utentes requer, da parte da Equipa Técnica, um esforço contínuo de melhoria e adaptação do funcionamento da Comunidade à realidade que nos vai surgindo. No ano de 2016, continuámos o trabalho que já demos início em anos anteriores de adaptação, visando a reformulação e a melhoria contínua 63