My first Magazine Relatório_2016_FINAL | Page 62

RELATÓRIO DE ATIVIDADES 2016 Gráfico17: Utentes em tratamento em 2016 44 45 40 35 31 27 30 25 22 20 12 15 8 10 5 0 Nº de utentes Transitados do ano de 2015 Nº de Admissões Nº de Saídas sem alta clínica Nº de Altas Clínicas Nº de utentes a transitar para 2016 Nº de utentes em Lista de Espera à data de Fevereiro Título do Eixo Os utentes que ingressam em Comunidade Terapêutica para tratamento constituem uma população muito volátil, na sua maioria com baixos níveis de motivação para tratamento, com pouca tolerância à frustração e dificuldade em esperar pela gratificação, pelo que a sua manutenção em tratamento se torna difícil, justificando o elevado número de saídas sem alta clínica e por sua vez o reduzido número de altas clínicas. Esta é uma problemática comum aos tratamentos das dependências, sendo um dos desafios que se nos apresenta diariamente. De uma forma geral, o tratamento na Comunidade Terapêutica assenta em três pilares base, sobre os quais se dividem as atividades realizadas ao longo do ano. Esses pilares são a componente psicoterapêutica, a componente funcional e organizativa e a componente lazer. Na componente psicoterapêutica são desenvolvidos vários espaços terapêuticos, sobretudo em grupo, que visam abordar e trabalhar os problemas e dificuldades individuais de cada utente, bem como as necessidades e dificuldade do grupo. Durante o ano de 2016, decorreram os seguintes espaços terapêuticos: Grupos Psicoterapêuticos, Grupos de Encontros, Reuniões de Fase, Reuniões de Fim de Dia, Dinâmicas de Grupo, Terapias Individuais, Terapias Familiares, Grupos Temáticos, Grupos de Apoio Individualizado e Grupos Ocupacionais. Os três últimos espaços terapêuticos foram criados durante o ano de 2016, constituindo por isso uma inovação do ano transato. Estes três grupos surgiram da necessidade de fazer face às problemáticas de uma população alvo, que se encontra em crescimento, e que chega a tratamento com comorbilidades várias a nível físico e mental, que acarretam sequelas e défices, não se adequando na sua plenitude ao formato terapêutico mais convencional, baseado apenas na conversa, introspeção e reflexão. Sentimos, por isso, necessidade de criar um acompanhamento mais próximo aos utentes nestas condições, com atividades diversificadas e práticas, que permitam fazer face, de uma forma mais completa e específica, às suas necessidades. A componente funcional e organizativa diz respeito à organização, higiene, limpeza e confeção da alimentação na Comunidade Terapêutica. Estas tarefas são desenvolvidas pelos utentes, com a supervisão dos Monitores Terapêuticos. A componente funcional e organizativa tem como objetivos ajudar os utentes a desenvolverem novas competências práticas ao nível da gestão da vida quotidiana, criar hábitos e rotinas de trabalho, desenvolver competências ao nível da gestão das relações interpessoais, aprender a trabalhar em 62