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Wakasa ME | Hayashi F | Cirano F | Boaro MJ | Gordiano G | Kwon K nesse trabalho, aliado à provável alta estabilidade alcançada no momento da instalação do implante, uma vez que o mesmo foi instalado com 60 Ncm. Em meio a tantos biomateriais disponíveis no mercado, qual deles seria o mais importante no processo de regene- ração óssea? A resposta a essa pergunta já vem sendo pesquisada há mais de uma década. Autores 28 , após uma constatação de formação de osso no tratamento de um cisto de retenção mucoso, resolveram manter o espaço subantral levantado somente preenchido por coágulo, obtendo formação de osso e estabilidade em todos os 19 implantes instalados em dez pacientes. Outros autores 8 realizaram estudos in vitro e in vivo, analisando por fluxoci- tometria as amostras de culturas com marcadores de células mesenquimais progenitoras. Os resultados demonstraram que as células da membrana poderiam ser induzidas a expressar fosfatase alcalina, proteína morfogenética-2, osteopontina, osteonectina e osteocalcina, e mineralizar suas matrizes extracelulares. O potencial osteogênico in vivo foi provado por experimentos que demonstraram a formação de osso em locais ectópicos, após transplante de células da membrana em conjunto com um material osteocondutivo. Esse potencial osteogênico da membrana foi confirmado 25 por meio de uma técnica transcrestal, após o levantamento da membrana, pela técnica nomeada Intralift (levantamento de seio cavitacional ultrassônico hidrodinâmico transcrestal) e preenchimento do espaço criado com esponjas de colágeno para estabilizar a membrana elevada. Verificou-se uma calcificação circular centrípeta sob a membrana e o assoalho do seio maxilar com espessuras de 3,6 mm a 4,3 mm, quatro meses após o procedimento, e completa ossificação após sete meses. Um dado interessante e potencialmente significativo foi observado em um estudo 29 , ao comparar microscopica- mente quatro técnicas de levantamento de seio maxilar por via crestal, verificando que somente a técnica do osteótomo (de Summers) levantou todo o tecido mole do assoalho do seio, enquanto as demais técnicas dividiram a membrana, mantendo o periósteo juntamente com uma fina camada