My first Magazine INPerio v.2-n.1 | Page 86

Wakasa ME | Hayashi F | Cirano F | Boaro MJ | Gordiano G | Kwon K DISCUSSÃO Autores apresentaram um método que consistia em uma abordagem crestal do seio maxilar 4 . Nesta técnica, a partir da criação de uma osteotomia cilíndrica por meio de fresas e osteótomos, uma fratura é criada no assoalho do seio maxilar para que a membrana seja elevada. O implante é instalado avançando para o interior da cavidade sinusal, mantendo a membrana suspensa como uma tenda. Posteriormente, a técnica foi complementada com a inserção de material de enxerto sob a membrana, criando um levan- tamento de 3 mm a 4 mm de altura. Comparada à técnica de abertura de janela lateral, ela possui como vantagens: simplicidade, evitando um segundo local cirúrgico para que se faça o descolamento da membrana; menor tempo cirúrgico; menor morbidade; menor custo; e resulta em mínimos sintomas pós-cirúrgicos. Como desvantagens, destacam-se: quantidade limitada de aumento, devido à característica de pouca elasticidade da membrana 11 ; dificuldade de se avaliar uma possível perfuração da membrana; e o risco de acometer o paciente a uma concussão benigna 6 . Um estudo recente 12 comparou três técnicas de levantamento via crestal, utilizando como grupo-controle membranas levantadas pela técnica de Summers, em cadáveres. Os resultados demonstraram que a percepção de uma possível perfuração é influenciada pela experiência do operador, por meio de sondas milimetradas com pontas de domo, durante o acesso ao antro. Uma obser- vação interessante foi a identificação da maior parte das perfurações no momento da instalação do implante. Para os autores, para detectar essas perfurações com mais precisão que uma radiografia periapical ou uma tomografia, é necessário um nasoendoscópio. Uma observação importante para qualquer técnica de elevação de seio é o fato da membrana de Schneider ter pouca elasticidade 11 . Devido a esta característica, para levantá-la de forma substancial sem que ela se rasgue, é necessário que a mesma seja descolada das paredes e do assoalho do seio maxilar. Dessa maneira, quanto maior o descolamento, maior será a possibilidade de elevação em sentido apical. Na técnica de Summers, essa ocorrência possivelmente é limitada porque seu princípio se apoia mais no estiramento do que propriamente no descola- mento da membrana. 86 INPerio 2017;2(1):81-9 Embora alguns estudos demonstrem que a perfuração da membrana de Schneider não influencia na sobrevida dos implantes 9 , outros indicam um maior índice de complicações relacionadas a esse incidente, como sinusites crônicas e agudas, edema, sangramento, deiscência de sutura, perda de material de enxerto, interrupção da função fisiológica do seio 10,13 e uma associação direta com a perda de implantes 14 . Em um estudo 15 buscando reduzir os riscos de perfuração e alcançar uma elevação maior, aproximando-se do resultado obtido com a técnica de acesso lateral, utilizou-se o método de fratura do assoalho do seio maxilar como na técnica de Summers, mas com descolamento e elevação da membrana de Schneider através da injeção de solução salina por meio de uma seringa plástica, de forma lenta e contínua. Foram administrados 3 ml de solução salina para a elevação e, em seguida, introduzido o material de enxerto autógeno ou uma combinação com alógeno. Após a instalação do implante, radiografias e tomografias foram realizadas para confirmar a integridade da membrana. A média de altura de osso residual inicial foi de 4 mm, e a média de ganho foi de 6 mm, sem que ocorressem perfurações. Comparativamente, a taxa de perfuração na técnica transcrestal por osteótomos é menor (0-21%) 16 , se comparada com a abordagem via parede lateral (7-58%) 12 . Os estudos relacionados ao levantamento transcrestal por meio hidrodinâmico apontam taxas de perfuração inferiores (2,3% a 2,9%) 17 . Um estudo 18 teve 2,9% de perfurações em 66 casos de levantamento de seio via crestal utilizando um sistema de fresas e um injetor de solução salina. Para os autores, tais perfurações resultaram de uma inflamação sinusal prévia e da excessiva aplicação de pressão hidráulica. Vários estudos procuraram reduzir os riscos de perfu- ração, tanto no acesso ao seio maxilar como durante o descolamento da membrana 19-20 . A técnica do balão hemos- tático nasal foi introduzida em 2003 21 e, posteriormente, detalhada em 2005 22 . Inicialmente, ela foi indicada para casos entre dentes adjacentes, quando existe dificuldade de acesso. Cerca de 2 ml a 3 ml de solução salina são intro- duzidos para inflar o balão após um acesso e descolamento inicial convencionais através da parede lateral do seio.