Wakasa ME | Hayashi F | Cirano F | Boaro MJ | Gordiano G | Kwon K
uma incisão no centro do rebordo. Por vestibular, uma
incisão intrassulcular foi realizada do elemento 23 até a
distal do elemento 26. Por lingual, foi realizada uma incisão
intrassulcular nos dentes 24 e 26. Após o rebatimento do
retalho, foi utilizado o kit SCA (IM3 – Neobiotech) para
a realização do alvéolo cirúrgico e elevação do seio via
crista. Este kit apresenta fresas com pontas baseadas em
princípios de neurocirurgia, que tem corte mais lateral
do que na extremidade. Também são utilizadas peças
que limitam a profundidade que as fresas alcançam,
para que não ocorra a perfuração da membrana quando
o assoalho do seio é transpassado (Figura 4). Ao atingir
o seio maxilar, é possível ter a sensação de queda no
vazio e, utilizando um profundímetro com ponta em
domo, tatear a membrana de Schneider, que tem consis-
tência macia, confirmando-se que o seio foi alcançado.
Um sistema denominado Aqua Lift System (IM3-Neobiotech)
foi introduzido na embocadura da perfuração e, de forma
lenta e gradual, 3 ml de soro estéril inseridos utilizando-se
uma seringa (Figura 5).
Com o objetivo de manter a membrana ao redor
do implante elevada e o ápice do implante envolto por
biomaterial, utilizou-se o beta-tricalcio fosfato (β-TCP –
Cerasorb Curasan AG GmbH – Kleinostheim, Alemanha)
inserido no acesso com um porta-enxerto e calcadores
específicos. Uma radiografia transoperatória foi tomada
para confirmação de que nenhum material tivesse extravasado por rompimento da membrana, constatando
uma elevação de aproximadamente 5 mm (Figuras 6).
Em seguida, um implante de 4,5 x 11,5 (SIN – HI SW) do
tipo hexágono interno com microrroscas no pescoço foi
instalado, buscando estabilidade no remanescente ósseo.
Após, foi acoplado um cicatrizador.
Para correção do defeito de rebordo, um enxerto
de tecido conjuntivo removido da região do palato
duro do mesmo lado, com aproximadamente 8 mm de
largura e 8 mm de altura, foi colocado por vestibular e
estabilizado com sutura circular de mononylon 5-0. Para
facilitar o fechamento do retalho, o mesmo foi aliviado
através de uma incisão no periósteo. Suturas do tipo
colchoeiro vertical externo foram utilizadas por mesial e
distal do cicatrizador, e uma sutura simples foi colocada
na papila entre o 23 e 24 (Figuras 7 e 8). Uma radiografia
periapical foi realizada logo após o procedimento, para
controle (Figura 9).
Após quatro meses de cicatrização, uma coroa provi-
sória foi confeccionada para dar início ao processo de
condicionamento gengival e perfilamento de emergência
da futura prótese. Com exatos cinco meses após a insta-
lação do implante, uma coroa definitiva (Figuras 10 e 11)
foi entregue, e um controle clínico e radiográfico de dez
meses em função da prótese definitiva foi realizado (Figuras
12 a 14). Neste momento, também constatou-se que o
paciente apresentava saúde peri-implantar.
Figura 7 – Aspecto final, vista lateral, após implantação
imediata e enxerto de tecido conjuntivo. Figura 8 – Aspecto final, vista oclusal, com presença de
cicatrizador para estágio cirúrgico único.
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INPerio 2017;2(1):81-9