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Wakasa ME | Hayashi F | Cirano F | Boaro MJ | Gordiano G | Kwon K Um dos problemas mais comuns na região de maxila posterior é a pneumatização do seio maxilar, que se estende ao rebordo ósseo, associada à atrofia do mesmo após perda dentária, além da pobre qualidade óssea geralmente encontrada na região, representando desafios para a reabilitação com implantes. Buscando uma solução, autores 1-2 apresentaram uma técnica de elevação do assoalho do seio maxilar para a promover a formação de osso dos maxilares atróficos. INTRODUÇÃO Um dos problemas mais comuns na região de maxila posterior é a pneumatização do seio maxilar, que se estende ao rebordo ósseo, associada à atrofia do mesmo após perda dentária, além da pobre qualidade óssea geralmente encontrada na região, representando desafios para a reabi- litação com implantes. Buscando uma solução, autores 1-2 apresentaram uma técnica de elevação do assoalho do seio maxilar para promover a formação de osso dos maxilares atróficos. Desde então, a abordagem tem sofrido diversas modificações. A técnica é uma variação da abordagem de Caldwell Luc, originalmente elaborada para tratamento de patologias sinusais, e tem como principal característica a abordagem do antro maxilar através de sua parede lateral. Após o descolamento da membrana sinusal, é realizado o preenchimento do espaço entre o assoalho do seio e a membrana elevada com enxerto ósseo. Reservado o tempo para a cicatrização, o novo assoalho fica mais para apical, propiciando a instalação de implantes. Contudo, e apesar dos inúmeros trabalhos demonstrarem a eficácia e previsibilidade desta técnica para enxertia óssea nos maxilares atróficos 3 , a busca de técnicas que oferecem menor morbidade e menores riscos de complicações tem sido incessante. Um estudo 4 apresentou uma técnica que se caracteriza pela elevação do seio via crista do rebordo. Para o autor, entre as vantagens em relação à técnica tradicional está a simplicidade e a menor morbidade devido ao pequeno descolamento de retalho exigido. Porém, a falta de 82 INPerio 2017;2(1):81-9 visualização de um possível rompimento da membrana e a quantidade de levantamento viável para evitá-lo colocam-na como uma técnica de restrita indicação. Altas taxas de sucesso têm sido relatadas, seja com ou sem o uso de biomateriais 5 . No entanto, os riscos de desenvol- vimento da vertigem posicional paroxicística benigna (VPPB) 6 devido ao uso do martelo, com o paciente em posição de sobre-extensão cervical, traz riscos inerentes à técnica. Outra questão – não refutada na literatura, porém, de relevante importância – é a possível penetração dos ápices dos implantes no interior do seio maxilar. Embora o acompanhamento de casos assim relacionados não demonstre riscos significativos para a sobrevivência do implante 7 , deve-se considerar a busca de uma maior quantidade possível de ancoragem para os implantes em uma região de pobre qualidade óssea, e a circunscrição do ápice desse implante por osso viável capaz de garantir estabilidade a longo prazo. A manutenção da integridade da membrana de Schneider preservando a sua função no seio maxilar, bem como o respeito à sua característica física de elasticidade, provém a estabilidade do material de enxerto e permite sua ossificação permissivamente por desempenhar um papel fundamental nesse processo 8 . Por outro lado, a excessiva manipulação desse tecido e a falta de cuidados na preservação dessa integridade, além de dificultar o processo de reparação, podem levar a uma das compli- cações transoperatórias mais comuns da técnica, que é a perfuração da membrana. Tal ocorrência pode contribuir com o aumento da incidência de infecções pós-operatórias, segundo alguns estudos 9-10 . De modo geral, as técnicas subsequentes derivadas a partir desses dois tipos de acessos visam a segurança, a previsibilidade, o conforto do paciente e a otimização do tempo de tratamento. As técnicas de acesso via crista mais atuais viabilizam uma grande extensão de descola- mento da membrana e possibilitam a inserção de maior quantidade de biomaterial, com menor morbidade e baixo risco de perfuração. Este trabalho apresentou e discutiu aspectos relativos às técnicas de elevação de seio via crista do rebordo, apresentando um caso clínico no qual foi utilizado um sistema que permite o acesso ao seio com menor chance de perfuração da membrana e, através de um dispositivo hidráulico, a elevação da membrana prévia à colocação do enxerto de maneira pouco traumática.