Terapia Aplicada Caderno científico [ IMPLANTE ] neoformação óssea e apresenta melhor capacidade de cicatrização, em comparação com outros materiais de hidroxiapatita 20. A utilização do enxerto xenógeno Bio-Oss tem sido mostrada na literatura como uma opção com prognóstico favorável e de sucesso clínico a longo prazo 1, 12. Um estudo prospectivo 21 demonstrou que tanto o enxerto autógeno como o xenógeno( Bio-Oss) apresentaram cicatrização favorável, comprovação histológica de nova formação óssea e quantidade similar de estabilidade do implante instalado na área receptora do enxerto. Como grande vantagem em relação ao enxerto autógeno, a escolha pelo enxerto xenógeno permite que apenas um sítio seja afetado: o local operado em si. Além disso, a taxa de sobrevivência de implantes colocados em regiões com enxertia de osso xenógeno tem sido relatada como equivalente à de regiões com enxertia de osso autógeno 4, dado o fato de que o Bio-Oss é física e quimicamente comparável à matriz mineralizada do osso humano, com elevada biocompatibilidade.
Enxertos exclusivamente autógenos apresentam reabsorção significativamente mais elevada, quando comparados com enxertos autógenos associados ao Bio-Oss 22-23. O volume do enxerto autógeno é mais bem preservado após a adição de Bio-Oss e a estabilidade volumétrica do enxerto é significativamente melhorada com o aumento da proporção de Bio-Oss 24-25. No segundo momento, a instalação dos implantes se deu de modo rotineiro e aguardou-se o tempo de osseointegração. Os parâmetros clínicos avaliados permitiram a colocação das próteses.
O tipo de enxerto – autógeno ou xenógeno( Bio-Oss) – não influencia o contato osso / implante, mas a formação óssea ao redor do implante inicia-se primeiro quando o enxerto autógeno é empregado 26. A fase de instalação do implante e a altura alveolar residual mostram uma correlação significativa com a taxa de reabsorção do material de enxerto ósseo do seio maxilar 22. As células mesenquimais presentes no Bio-Oss induzem a formação de um volume suficiente de osso novo, para permitir a colocação segura de implantes dentro de um período de tempo comparável ao da aplicação de osso exclusivamente autógeno ou de uma mistura de osso autógeno e Bio-Oss 23.
Estudos clínicos têm demonstrado resultados bastante promissores com o uso do Bio-Oss como substituto ao osso autógeno. No entanto, são poucos os estudos em longo prazo comparando materiais de enxerto xenógeno e osso autógeno em relação às taxas de sobrevivência do implante e estabilidade de aumento de volume 12.
CONCLUSÃO
O clínico deve considerar outras possibilidades cirúrgicas, já que nem todas as perfurações no seio maxilar apresentam as mesmas dimensões.
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Endereço para correspondência Maria Aparecida Neves Jardini Av. Eng. Francisco José Longo, 777 – Jardim São Dimas 12245-000 – São José dos Campos – SP Tel.:( 12) 3947-9046 jardini @ ict. unesp. br
INPerio 2017; 2( 1): 71-8
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