Vieira FLD | da Silva RR | Minozzo C | Vieira AF | Oliveira L | de Oliveira Jr. NG | Rodrigues CRT
Após análise inicial, foram solicitados exames comple-
mentares, como radiografia panorâmica, tomografias
feixe cônico e exame laboratorial específico (CTx sérico
– telopeptídeo carboxi-terminal do colágeno tipo I).
O exame radiográfico não mostrou alterações significativas
(Figura 3). No primeiro exame de CTx, foi apresentado o valor
de 0,523 ng/ml (parâmetro entre 0,104 e 1,008 ng/ml em
mulheres pós-menopausa).
Conduta clínica
Inicialmente, a conduta medicamentosa proposta foi
conservadora, com prescrição de antibiótico (amoxicilina
500 mg e metronidazol 400 mg) e irrigação local com
clorexidina 0,12%, até que a paciente não apresentasse
mais secreção para que fosse realizada a cirurgia de fêmur.
De acordo com os médicos que a acompanhavam, a
ausência de secreções era imprescindível para a realização
dessa cirurgia.
Em seguida, a paciente foi acompanhada quinzenal-
mente pelo período de dois meses, onde não se observou
mais hiperemia da mucosa ao redor do osso exposto e nem
a secreção purulenta (Figura 4). Sendo assim, a mesma foi
liberada para a realização da cirurgia do quadril.
Figura 1 – Foto inicial.
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INPerio 2017;2(1):48-55
Tratamento específico
Após a cirurgia do fêmur, a paciente retornou ao
serviço da universidade. O tratamento proposto foi a
fibrina leucoplaquetária autóloga. Quando realizada a
coleta do sangue, o mesmo não coagulou devido o uso de
anticoagulante, para prevenção de trombose pós-cirurgia
de quadril. Tal medicamento foi suspenso, com autorização
e acompanhamento médico, por um período de três meses.
Porém, nesse período a paciente apresentou deslocamento
da prótese do fêmur e precisou ser reoperada, adiando
por mais uma vez a cirurgia na cavidade bucal.
Após seis meses sem uso do anticoagulante e com
a cirurgia do fêmur concluída, a paciente pôde realizar
a cirurgia na cavidade bucal. A mesma foi submetida ao
exame complementar de tomografia e CTx sérico, para
maior segurança durante o ato cirúrgico (Figura 5). Assim,
foram coletados 12 tubos de tampa vermelha contendo
10 ml de sangue cada, centrifugados (Centribio 80 2B)
a 2.450 rpm durante dez minutos, obtendo-se a fibrina
leucoplaquetária autóloga (fibrin process). Após a centrifu-
gação, os tubos ficaram repousando durante 30 minutos
dentro da própria centrífuga, permitindo uma absorção
maior das proteínas do sobrenadante, além de fortalecer