ENTREVISTA
Rio Danúbio, Budapeste (Hungria).
ImplantNewsPerio – Por que a Implantodontia regene-
rativa chamou tanto a sua atenção?
Istvan Urban – Ela sempre me atraiu, embora seja
verdade que nos anos 2000 as empresas de implantes
quiseram conquistar um maior número de dentistas para
que colocassem implantes de forma mais simplifi cada.
Por mais que a ideia tenha sido boa, não funcionou em
muitos casos, gerando a percepção de que nem todos os
casos podem ser feitos daquela forma e os pacientes com
defeitos devem ser reconstruídos para obter resultados
clínicos longitudinais. Neste ínterim, a terapia regenerativa
melhorou tanto que hoje, com treinamento adequado, o
clínico-geral consegue ter casos bem-sucedidos. Eu acho
que as companhias perceberam isso e, atualmente, a
maioria agregou uma solução regenerativa ao seu portf ólio.
Assim, a regeneração se tornou o centro das atenções.
ImplantNewsPerio – Nós já chegamos ao ponto de
“dominarmos” os fatores de crescimento?
IU – Os fatores de crescimento não são legalmente
comercializados na maior parte do mundo, o que é uma
grande desvantagem. Eu tenho muita experiência, tanto
em pesquisa quanto na prática clínica, com dois grandes
fatores de crescimento: BMP-2 e PDGF. Entretanto,
são bons adjuntos e ainda precisamos aprender mais
para dizer que os estamos dominando. Em um estudo
pré-clínico recente e ainda não publicado, vimos que a
BMP depende quase exclusivamente das células-tronco
periosteais e não muito de outras células que existem
no coágulo ou no lado ósseo do rebordo. Então, em
minha opinião, ainda existe espaço para melhorar e fazer
pesquisa sobre o assunto.
INPerio 2017;2(1):30-32
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