My first Magazine INPerio v.2-n.1 | Seite 31

ENTREVISTA Rio Danúbio, Budapeste (Hungria). ImplantNewsPerio – Por que a Implantodontia regene- rativa chamou tanto a sua atenção? Istvan Urban – Ela sempre me atraiu, embora seja verdade que nos anos 2000 as empresas de implantes quiseram conquistar um maior número de dentistas para que colocassem implantes de forma mais simplifi cada. Por mais que a ideia tenha sido boa, não funcionou em muitos casos, gerando a percepção de que nem todos os casos podem ser feitos daquela forma e os pacientes com defeitos devem ser reconstruídos para obter resultados clínicos longitudinais. Neste ínterim, a terapia regenerativa melhorou tanto que hoje, com treinamento adequado, o clínico-geral consegue ter casos bem-sucedidos. Eu acho que as companhias perceberam isso e, atualmente, a maioria agregou uma solução regenerativa ao seu portf ólio. Assim, a regeneração se tornou o centro das atenções. ImplantNewsPerio – Nós já chegamos ao ponto de “dominarmos” os fatores de crescimento? IU – Os fatores de crescimento não são legalmente comercializados na maior parte do mundo, o que é uma grande desvantagem. Eu tenho muita experiência, tanto em pesquisa quanto na prática clínica, com dois grandes fatores de crescimento: BMP-2 e PDGF. Entretanto, são bons adjuntos e ainda precisamos aprender mais para dizer que os estamos dominando. Em um estudo pré-clínico recente e ainda não publicado, vimos que a BMP depende quase exclusivamente das células-tronco periosteais e não muito de outras células que existem no coágulo ou no lado ósseo do rebordo. Então, em minha opinião, ainda existe espaço para melhorar e fazer pesquisa sobre o assunto. INPerio 2017;2(1):30-32 31