No ano letivo de 2022 / 2023, o projeto recebeu o financiamento da Câmara Municipal de Cascais e integrou a plataforma Saúde nas Escolas. A Plataforma Saúde nas Escolas é uma iniciativa da CMC e desenvolve projetos na área da promoção da saúde e bem-estar em contexto escolar, com o objetivo de fomentar a literacia em saúde nos alunos, de favorecer o bem-estar no contexto dos estabelecimentos de ensino de Cascais e de assegurar uma estratégia que alinhe a promoção da saúde na comunidade educativa.
No ano letivo 2022 / 2023, o Mudarte chegou a 13 turmas, abrangendo 265 alunos e 8 professores da Escola Ibn Mucana, Escola Básica e Secundária da Cidadela, Escola Pereira Coutinho e Escola Fernando Lopes Graça. No ano letivo de 2023 / 2024, integrámos mais 10 turmas, perfazendo mais 236 alunos e 10 professores pertencentes à Escola Secundária Ibn Mucana, Escola Secundária Fernando Lopes Graça, Escola Básica da Parede e Escola Secundária de Carcavelos. No ciclo letivo de 2024 / 2025, a intervenção abrangeu um total de 7 turmas com 162 alunos e 7 professores, com ações localizadas na Escola Básica Santo António da Parede, Escola Secundária de Carcavelos e Escola Básica e Secundária Ibn Mucana.
Os inquéritos anónimos aplicados periodicamente permitiram mapear os principais gatilhos de opressão vividos pelos jovens.
No ciclo de 2022 / 2023, as situações de bullying mais reportadas ligavam-se à aparência física( 22,8 %) e à discriminação de género e homofobia( 8 %).
No ano letivo de 2023 / 2024, das 148 respostas de alunos que confirmaram ter sido vítimas diretas, os motivos mais recorrentes foram novamente a aparência( 53 casos), a nacionalidade( 20 casos), o racismo( 16 referências) e o contexto social ou cultural( 16 referências).
Esta tendência consolidou-se no relatório de 2024 / 2025, no qual 59 % dos alunos admitiram ter presenciado violência entre pares e foram registadas 169 referências explícitas a gestos de opressão vividos na primeira pessoa.
Do universo de alunos avaliados nesse ano letivo, 31 %( 50 estudantes) foram alvo de comentários desagradáveis sobre o seu aspeto físico, 12 %( 19 estudantes) devido à nacionalidade, 11 %( 17 estudantes) em relação à condição económica da família, 9 %( 14 estudantes) por opiniões políticas, 9 %( 15 estudantes) por deficiência ou incapacidade, 8 %( 13 estudantes) devido à identidade de género, 7 %( 12 estudantes) pela cultura, 7 %( 11 estudantes) pela cor da pele, 7 %( 11 estudantes) pela religião e 4 %( 7 estudantes) pela orientação sexual.
VIOLÊNCIA ENTRE OS JOVENS EM PORTUGAL • 46