Adicionalmente, cerca de 31,5 % dos docentes afirmou não dispor de um profissional ou de uma equipa de referência no seio da instituição a quem pudesse recorrer de forma imediata para intervir nestes cenários de crise, embora 66,1 % admitisse já ter assistido ou tido conhecimento de situações de abuso e 60 % tivesse intervindo por meio do diálogo, pelo menos uma vez.
Também no ano letivo 2023 / 2024, 37,5 % dos docentes inquiridos reiteraram a ausência de um procedimento standard e 50 % confirmaram explicitamente que as suas escolas não dispunham de uma figura ou equipa de referência para lidar com dinâmicas de bullying ou cyberbullying.
No relatório publicado pelo Governo de Portugal( 2025),“ Grupo de Trabalho sobre Combate ao Bullying nas Escolas”, estão identificadas algumas recomendações estratégicas para melhor lidar com esta temática, nomeadamente:
1. Adoção de um Programa Nacional de Prevenção e Combate ao Bullying e ao Cyberbullying, que assegure a harmonização das políticas e práticas escolares;
2. Reforço humano dentro das escolas, através da criação de equipas multidisciplinares especializadas e da expansão dos Gabinetes de Apoio ao Aluno para a mediação de conflitos;
3. Formação contínua de toda a comunidade educativa( docentes, psicólogos e assistentes operacionais);
4. Desenvolvimento de programas de competências socioemocionais dirigidos a estudantes;
5. Implementação de uma Linha Nacional de Apoio especializada e anónima.
O parecer do relatório sugere a criação de respostas mais preventivas e não tanto reativas e a criação de respostas integradas e transversais.
VIOLÊNCIA ENTRE OS JOVENS EM PORTUGAL • 44