Os dados recolhidos no ano letivo de 2022 / 2023 revelaram que apenas 50 % dos professores inquiridos tinha conhecimento da existência de um procedimento padrão para atuar perante situações de bullying nas suas respetivas escolas.
Vivemos numa era de hiperconectividade em que a proliferação de opiniões imediatas e a ausência de espaços de ponderação geram uma cultura de certezas absolutas, na qual o espaço para a dúvida, para a escuta ativa e para o debate foi reduzido. Toda a gente parece ter uma opinião inabalável.
No universo dos jovens, esta necessidade constante de validação e de posicionamento extremado perante qualquer assunto, fomenta a intolerância. A incapacidade de lidar com opiniões diferentes transforma o diálogo em confronto relacional, alimentando narrativas de exclusão e micro agressões que fragilizam profundamente a empatia interpares e preparam o terreno para as dinâmicas de opressão e violência psicológica.
No que diz respeito à visão dos professores, de acordo com as avaliações partilhadas pelo corpo docente, o regresso dos estudantes ao regime de ensino presencial( após período pandémico) foi acompanhado por um aumento dos índices de agressividade física e verbal, a par de uma visível fragilização das competências de empatia e tolerância mútua.
Os dados recolhidos no ano letivo de 2022 / 2023 revelaram que apenas 50 % dos professores inquiridos tinha conhecimento da existência de um procedimento padrão para atuar perante situações de bullying nas suas respetivas escolas.
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• VIOLÊNCIA ENTRE OS JOVENS EM PORTUGAL