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5 de fazer aquilo que o homem faz, podemos também subir ao poste, fazer eletricidade... pois todos somos humanos”, afirmou Ercília.
Isaura concluiu:“ Na nossa comunidade, são poucas as que estão a trabalhar por causa dessa discriminação contra as mulheres. A maioria está a cuidar do lar. Terminamos de estudar e estamos sentadas em casa, sem fazer nada. As que estão a trabalhar são mesmo poucas.”
Após a conclusão da formação, será promovida a inserção das jovens na vida ativa, em consonância com os percursos escolhidos e a formação recebida. Além da formação, será oferecido acompanhamento individualizado, considerado crucial para o sucesso do resultado esperado. As atividades previstas neste resultado permitirão a criação e o financiamento anual de 10 novos negócios, estágios profissionalizantes, ou a admissão das jovens em cursos de formação profissional ou superior.
Resultados Esperados
R1. Conhecidas e endereçadas as causas da inatividade das raparigas que concluíram a 12.ª classe, em Maputo e Nampula. O projeto conduziu entrevistas aprofundadas para identificar as razões que levam jovens mulheres, com idades entre 18 e 25 anos, a ficarem afastadas de percursos académicos ou do mercado de trabalho. Um dos principais fatores apontados foram as dificuldades financeiras para prosseguir os estudos após a conclusão do secundário, muitas vezes decorrentes do facto de os seus pais serem camponeses ou terem trabalhos informais. Em resposta a estas dificuldades, algumas jovens desenvolvem pequenos negócios, como a venda de bolinhos fritos, maheu, iogurte de malambe, cosméticos e hortaliças, o que não tem sido suficiente para fazer face às despesas necessárias para prosseguir os estudos.
R2. Construídas e implementadas sessões de formação para os diferentes perfis identificados. Foram formados grupos de 25 jovens, que estão atualmente a receber formação geral em literacia e numeracia. Nos próximos meses, serão introduzidas formações em competências digitais e soft skills. Após estas formações gerais, as raparigas participarão em atividades de inserção na vida ativa, adaptadas a três perfis distintos.
R3. Assegurados os processos de reinserção na vida ativa das raparigas.
R4. Produzidas recomendações para a integração da dimensão de género na articulação entre a escola secundária e o emprego. A implementação do projeto possibilitará a recolha de dados e informações essenciais para a elaboração de recomendações. O objetivo é que estas recomendações sejam futuramente incorporadas na melhoria da articulação entre o sistema de ensino e o mercado de trabalho, com as necessárias adaptações aos contextos geográficos específicos.
Período de execução: 25 meses: Fase I- 1-12-2024 a 31-12-2025; Fase II- 01-01-2026 a 31-12-2026.
Beneficiários / as: 400 raparigas que não estudam, nem trabalham e terminaram o ensino secundário até 24 meses antes do início do projeto, nas cidades de Nampula e Maputo; 4 Escolas Secundárias, nas cidades de Nampula e Maputo.
Implementador: • Associação Helpo.
Parceiros: • AIP – Associação Industrial Portuguesa;
• Direção Provincial de Educação de Nampula
• Serviços de Assuntos Sociais de Maputo.
Financiador principal: • Camões I. P. Cofinanciamento: Fundação Galp; BESTSELLER Foundation. Valor total do projeto: 421.485,30 €