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�� meu primeiro estágio na Helpo . Logo no primeiro dia , adorei ! Conheci a Carolina , que é uma pessoa 5 estrelas , que sempre me deixou super à vontade durante o meu estágio e sempre se preocupou em ajudar-me e a saber como estava a correr . As crianças , na altura , acolheram-me muito bem . E até hoje lembro-me do meu primeiro dia de estágio com aquelas carinhas fofas , que na altura estavam no 1 .° ou 2 .° ano , e que agora já estão no 5 .° ano , ou até mesmo do Fernando , que foi o primeiro menino que conheci , que estava no 6 .° ano , e que agora já está no 9 .° ano e é maior do que eu . O meu estágio chegou ao fim e eu sentia que , realmente , tinha criado uma relação especial com a Helpo e que não os podia deixar tão cedo . Resolvi voltar , em Outubro , como voluntária e acabei por trabalhar como monitora nas férias de Natal , Páscoa e Verão , e isso torna as minhas férias muito mais animadas !
Conta-nos uma história marcante para ti durante este tempo de voluntariado na Helpo . Jorge Guedes : Eu gosto de desenhar . Faço parte de um grupo de ´ urban sketchers ´ que se encontra ( va ) com alguma regularidade para desenhar . Falei-lhes da Helpo e da possibilidade de fazermos um desses encontros num clube de ténis ao qual estou ligado . E eles aceitaram . No dia combinado , todos apareceram . Ficaram a conhecer melhor a Helpo , fizeram os desenhos e ofereceram-nos . Era tempo de Natal . Havia um jantar previsto para os associados . Fizemos um leilão dos desenhos , cuja receita reverteu para a Helpo . Acho que conseguimos concretizar vários objetivos que se resumem em SER SOLIDÁRIO .
Isabel Bettencourt ( Voluntária em Moçambique , Portugal e , em breve , São Tomé e Príncipe ): Um dia , na sede da Helpo em Nampula , um dos trabalhos que me tinha sido solicitado fazer era receber os jovens do ensino secundário , pagar-lhes as matrículas e outras despesas , assim como entregar o material escolar a que estes têm direito no início de cada ano letivo . Acontece , que um dos meninos estava a viver uma situação muito difícil : só estudava , vivia com um amigo , mas este adoeceu e teve de ir para casa dos pais . Portanto , o nosso apadrinhado não tinha dinheiro para a renda e nem sequer para comer . Aliás , já não comia desde o dia anterior . Foi decidido superiormente pagar as rendas atrasadas , pagar a matrícula ( o jovem queria muito continuar a estudar e era bom aluno ) e outras despesas . Quando entreguei a totalidade do dinheiro , o jovem contou e disse : “ peço desculpa , mas estão aqui x meticais a mais !” Naquela altura eu ainda não estava muito habituada às notas moçambicanas e , portanto , confundi-as . Seja como for , a reação do jovem foi como que um murro no estômago : mesmo na situação de maior pobreza , a honestidade e sinceridade daquele jovem deixou-me completamente de rastos , nunca vou esquecer ! Felizmente que a situação se resolveu e o menino continuou a estudar .
Como vês a Helpo hoje ? Que papel tem na tua vida ? Jorge Guedes : A Helpo faz parte da minha vida . E , como volun-