descoberta.
Coimbra, Vivaldo Caseiro
A
realização desta viagem e a
construção da escola era um
objetivo antigo, que só conse-
gui concretizar com a ajuda do projeto
“Ajuda-me a construir uma escola em
Moçambique” das madrinhas Helpo -
Paula Teixeira e Lina Gomes.
Na chegada, a Pemba, tínhamos a equi-
pa da Helpo à nossa espera e, de facto,
faz toda a diferença termos uma ONGD
em permanência no terreno. Contámos
ainda com a preciosa ajuda do Nuno Sa-
raiva, da Construsoyo, a quem aprovei-
to para agradecer publicamente o seu
acolhimento.
No primeiro dia, demos uma volta pelas
redondezas e constatámos a beleza na-
tural das paisagens, em contraste com a
extrema pobreza das populações.
No dia seguinte, ajudámos a Helpo a
distribuir kits de desinfeção de água,
barras de sabão e alimentos à popula-
ção de Ngoma. Foram identificadas al-
gumas crianças e grávidas subnutridas.
Foi um misto de alegria, por finalmente
estar a ajudar diretamente no terreno,
e de tristeza, por ver tanta pobreza e
atraso social. Muitas crianças não fre-
“constatámos
a beleza natural
das paisagens,
em contraste
com a extrema
pobreza das
populações”
quentam a escola, crianças de 12 anos
com tamanho de 6; homens de 50 anos
com aspeto de terem 70-80, aliás, com
esta idade, já fazem parte do grupo dos
idosos. Nota-se que muitos continuam
a viver como viviam os seus bisavós, a
única diferença é que alguns têm calça-
do e as roupas são mais “ocidentais”.
Vimos crianças pequenas a carrega-
rem baldes de água dos poços: nem sei
como conseguiam levantar aquele peso
todo e pô-lo à cabeça! Mas, também, vi-
mos alegria, amizade e felicidade.
De Portugal, trouxemos várias malas
com livros, jogos didáticos, um compu-
tador e um projetor, que fomos entre-
gando nas várias povoações por onde
passámos.
Conseguimos estar com um dos nossos
afilhados, em Silva Macua, muito enver-
gonhado por ser o centro das aten-
ções. Levámos-lhe umas peças de Lego
e quando ele abriu a caixa e as outras
crianças viram as peças do lego, todos à
sua volta soltaram um “ooooohhh”.
Também visitámos a ludoteca de Pemba
onde nos esperava um grupo de jovens
de 13 a 15 anos, que nos ensinaram