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 ESPECIAL EMERGÊNCIA “ciclone levou, Helpo trouxe!”. Pemba, Carlos Almeida T rabalhar na resposta à emer- gência de catástrofes, foi uma novidade para a Helpo. Mas esta primeira experiência, além de uma grande aprendizagem para toda a Asso- ciação, tem estado a ser bem-sucedida! O trabalho em emergência era uma no- vidade para nós mas, trabalhar de perto com as comunidades em Moçambique ao longo de mais de 11 anos, foi algo que nos fez encarar este novo capítulo com muito otimismo. Se, em Manica, na resposta ao ciclone Idai, iríamos tra- balhar com uma população e uma área geográfica desconhecida, já na resposta ao ciclone Kenneth, que viria a assolar o norte de Moçambique no passado dia 25 de abril, deparámo-nos com uma ca- tástrofe dentro da nossa casa! A primeira fase de intervenção em Cabo Delgado, foi nas comunidades onde a Helpo intervém com escolas apoiadas e crianças apadrinhadas. Foi em Mahera e Salaué – Silva Macua, onde tivemos mais casos de famílias, que perderam as suas casas, total ou parcialmente. A es- sas, a Helpo respondeu com prontidão, com a distribuição de 13,5 toneladas de bens alimentares adquiridos local- mente, menos de uma semana após o ciclone. Depois da primeira intervenção, tivemos uma fase na qual foi feito um levantamento dos estragos reais, quer pela equipa da Helpo, quer pela Direc- ção Provincial de Educação e Desen- volvimento Humano, tendo chegado à conclusão que havia 480 salas de aulas destruídas em toda a província após a passagem do ciclone. Foi convocada uma reunião com os par- ceiros para saber quem conseguia as- sumir a reconstrução de algumas salas destruídas, e a única organização, que decidiu avançar logo, foi a Helpo. Foi as- sim que primeiro chegámos a Macomia, menos de um mês depois do ciclone, mais precisamente no dia 20 de maio, para reconstruir 9 salas da Escola Primá- ria Completa de Macomia – Sede, com 1499 alunos. Posteriormente realizámos uma intervenção na Biblioteca e refei- tório da Escola Secundária Padre Paulo, também em Macomia, um dos locais mais devastados pelo ciclone Kenneth. Depois, e à medida que a recolha de fundos em Portugal ia crescendo, assu- mimos o compromisso de avançar com a reconstrução de 4 salas de aula na Escola Primária Completa de Ancuabe- -Sede, uma escola que, após o ciclone, e apesar de ter tido 3 salas completamen- te destruídas e 4 parcialmente danifica- das, viu o número de alunos aumentar de 1836 para 1949, vindos de escolas vizinhas, que ficaram arrasadas! Tam- bém estas obras já estão concluídas e as aulas já voltaram quase à normalidade, pois a perda de 3 salas obrigaram a um