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 ESTÓRIAS estudar as intervenções para multiplicar os seus resultados. Maputo, Joana Lopes Clemente F azemos, porque conhecemos o terreno, porque as pessoas nos falam do que lhes faz falta, do que tornaria os seus dias melhores. Então, trabalhamos em conjunto para fazer acontecer pequenos milagres. Depois disso, e enquanto isso, há todo um percurso de perguntas e respostas, que pode e deve ser percorrido, de forma a conhecermos e refletirmos sobre os ganhos e as limitações das nossas inter- venções e sobre as mudanças positivas e negativas, que elas foram capazes de causar na vida das pessoas. A disponibilidade para percorrer este caminho de interrogação e análise nem sempre é a desejada. Quem trabalha no terreno prioriza a ação direta, num con- texto em que quase tudo parece ganhar um caráter de urgência e facilmente relega para outros planos o que parece não vir de origem com esse “selo”. O estudo e a análise são fundamentais, e sabê-lo obriga-nos a educarmo-nos para conhecermos melhor os resultados da nossa ação direta e para reajustar- mos os processos, as expetativas, os projetos. A Helpo criou, assim, um departamen- to de investigação e desenvolvimento. Mais do que um departamento, esta iniciativa consiste num redesenhar de todas as abordagens, dotando-as dos processos necessários à avaliação dos seus resultados, de forma a torná-los mais claros, mais rigorosos e mais com- prováveis. Esta análise é particularmente necessá- ria quando se trata de tomar decisões sobre que projetos expandir. O fator de excelência, que dá resposta a esta questão, prende-se com o impacto que