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 muito gratificante e pouco usual na nutrição. Mas poder ob- servar esse resultado de uma forma mais regular nas consul- tas quinzenais de alguns meninos, que o PANMI acompanha, tem sido maravilhoso! É o caso do Luís, com nove meses de idade, que subiu de peso 400gr em duas semanas, quando a sua média era de 40 a 60gr. A mãe do Luís disse-nos “Doutora! Naquele dia, eu vi Luís comer e eu percebi, eu não estava a fazer bem, não!”. Ou o caso do Júlio, com dois anos de idade, cuja mãe nos tem dito que tem repetido a receita de fruta-pão com leite de côco e da açorda de feijão, “mas tem vez que faz com arroz em vez de pão e com um pouco de sal e mais azeite de palma, porque o menino já comia essas coisas e gosta” e que tem recuperado mais rapidamente o seu peso, que durante tanto tempo foi uma preocu- pação para todos, tendo inclusivamente chegado a estar internado. Curiosamente numa das comunidades a açorda não foi possí- vel realizar porque tinha havido uma tempestade e o padeiro “não subiu à roça”. Como qualquer receita é adaptável, não havendo pão usou-se arroz. Acrescentaram-se especiarias lo- cais: folha de micocó, coentros, ossami e pau pimenta. Usou- -se o feijão, que seria da açorda, e criou-se o “Rancho à moda da Terra” (rancho por ser arroz com feijão, à moda da terra por ter aquelas especiarias específicas usadas nos pratos típi- cos de São Tomé). As mães riram-se com o nome, no entanto crescidos e crianças comeram e aprovaram. Recentemente uma mãe nas consultas do PANMI, que se tinha deslocado a essa mes- ma comunidade pois a sua mãe vive lá e tinha-lhe dito que “as Dras. iam cozinhar”, referiu que tem feito o “rancho à moda da terra” e que na sua comunidade tem feito sucesso. Desta vez foi a nutricionista que se riu, contente por o nome e a receita terem pegado! Foi também bastante bom ver a sua filha, que continua a preferir feijão ao arroz, mas que já não apresenta nenhum risco de desnutrição. Esta é, sem dúvida, uma atividade, que vai ser repetida em novas comunidades, de modo a que se possa chegar ao maior número de crianças possível! “foi neste momento de degustação, que os adultos presentes fica- ram realmente convencidos”