que lá fosse, havia de levar bolas verdadeiras para poderem
jogar. E assim fiz!
Ir à “nossa” África é para nós sempre uma experiência úni-
ca, quer pela proximidade que sentimos com aquele povo
que fala a nossa língua, que sorri e que é grato com o pouco
que tem, quer pelo exemplo de vida que nos proporciona:
como é possível sorrir com tão pouco?... A família do Rafael
acolheu-nos muito bem, os responsáveis da Helpo no local
foram o elo de ligação e acompanharam-nos ao batizado.
Helpo - Gostaram da interação com a família dos padri-
nhos?
Vitória (mãe do Rafael) - Muito. Foi um dia muito feliz e
todo o mundo estava alegre.
A presença da família foi de encontro ao que estavam à
espera?
Vitória - Sim! Os padrinhos foram muito simpáticos e trou-
xeram umas roupas muito bonitas para as crianças. Toda a
família e amigas gostaram muito de os conhecer e da festa
(risos).
O Rafael gostou do dia do baptizado?
Vitória - Gostou muito! Chorou e tudo, quando soube que
os padrinhos iam embora. Gostava muito de ver de novo os
padrinhos.
Gostaria de dizer alguma coisa aos padrinhos?
Vitória - Obrigada por tudo! A nossa família vai estar sem-
pre agradecida pelo que têm feito pelos meninos. Os padri-
nhos são muito amigos e a Helpo é muito boa por ajudar.
De início, sentia-se alguma timidez, quer do Rafael, quer da
sua família, mas rapidamente ela se desvaneceu e, ao fim
de umas horas, o menino já corria para mim e me abraçava!
Quase todos os dias me lembro dele. Mas não há forma de o
contactar, pois a mãe não tem telefone. Vou sabendo notícias
pela Helpo e enviando algumas coisas também.
Que a Helpo continue com esta grande obra, e que os padri-
nhos cresçam, pois existem muitas crianças a precisar deles!
Bem Hajam!