ESTÓRIAS
convite especial.
Lisboa, Maria Alves
R
ecebi um telefonema da Helpo e calculei que esti-
vesse relacionado com algum dos meus afilhados:
há 13 anos que tenho uma em Moçambique e há 3
anos outro em São Tomé, o Rafael. O telefonema tinha como
objetivo passar uma mensagem a pedido da mãe do Rafael,
ao que a Margarida se desculpou antecipadamente, por o
assunto fugir ao âmbito da Helpo. No entanto, não queriam
deixar de transmitir o pedido da mãe do Rafael mas, natu-
ralmente, que compreendiam que poderia não ser praticá-
vel…. Eis que a mãe do pequeno manifestou gosto em que
fossemos os padrinhos da criança pelo seu Batismo Católico.
Mesmo apanhando-me de surpresa, a ideia agradou-me de
imediato. Era voltar áquela terra fantástica, rever o menino
e, sobretudo, fazer a diferença para aquela família, num dia
tão especial. Falei com o meu marido e as minhas filhas, que
ficaram logo entusiasmados, dizendo que também gosta-
riam de ir. Em vez de irmos de férias para outro local como
fazemos habitualmente, porque não ir a São Tomé? Fui para
a internet pesquisar e encontrei uma viagem de ida e volta a
um preço muito simpático. Alugámos um apartamento em
vez de irmos para o Hotel, como da primeira vez, e lá fomos
carregados com o enxoval para a criança, e mais 60kg de rou-
pas, sapatos e outros acessórios, que reunimos entre familia-
res e amigos e, ainda, 10 bolas de futebol para distribuir nas
aldeias por onde passássemos. É que, na minha primeira vez
em São Tomé, todas as crianças que encontrei sonhavam ter
uma bola. Muitas fazem-nas com restos de trapos ou de sacos
de plástico, pelo que jurei a mim mesma que, da próxima vez