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 Sílvia Lourenço As palavras não chegam para descrever tudo o que vivemos naqueles dias em Moçambique. Partimos com excesso de bagagem e regressamos com o coração cheio. Só participando nestes projetos é que nos apercebemos das dificulda- des que, aqueles que estão no terreno, enfrentam e que são muitas! Mesmo assim, conseguem melhorar a quali- dade de vida e de educação de tantas crianças. Sinto-me uma privilegiada por ter vivido momentos tão bons, junto de pessoas com corações enormes. Vasco Sá Sabia que ia encontrar uma realidade diferente daquela a que estou habitua- do, mas estava longe de imaginar aqui- lo que vi, ouvi, senti e cheirei! Junta- mente com elementos da DAR, que me eram desconhecidos e que se tornaram uma família, tive o prazer de conhecer algumas das comunidades e escolas apoiadas pela Helpo, no norte de Mo- çambique. Para quem leia estas linhas, é-me impossível explicar esta aventura e descrever aquilo que somente se pode sentir! Com as crianças moçambicanas aprendi uma grande lição de vida: não sou eu que, com um sorriso, lhes ofere- ço algo! São elas que, com um sorriso, me enriqueceram! Na verdade, ao con- trário do que pensava, eu nada tinha para lhes dar, mas delas muito recebi e aprendi! Gorete Rolo Cheguei com um sorriso. Por voltar a Moçambique, 18 anos depois! Por ter apoiado a primeira aventura da DAR em África. Por ter sido uma gota de coope- ração no grande oceano que é a Helpo. Por ter viajado com amigos. Por dar um pouco de mim. E, Surpresa!, sinto que não dei nada e que recebi desmesura- damente muito mais! Aprendi imenso! É incrível como estas crianças com tão pouco fazem tanto! Sempre contentes, transmitindo felici- dade com os seus grandes sorrisos! Fa- zem-nos pensar nas nossas prioridades, naquilo a que damos tanto valor, sem realmente o ter. Enchem-nos o coração de alegria e amor. A nossa jornada de 10 dias transformou-se numa experiên- cia sem igual! Um marco para o resto da minha vida! Não dei, recebi! Cheguei com um sorri- so, mas saí de coração cheio! Um bem haja a todos os que dão um pouco de si em prol dos que mais ne- cessitam. Sofia Moniz Na luta e sacrifício, quilómetros e qui- lómetros são percorridos, descalços e com as sacolas da Helpo a tiracolo, para mais um dia de esperança por um futu- ro melhor! DAR o que parece ser pouco é, aos olhos deles, um mundo de oportu- nidades para ser alguém num futuro