ECONOMIA
econômico em 2018. Mas os cenários que se dese-
nham oscilam entre a continuidade do quadro de
estagnação, com insuficiente recuperação da eco-
nomia, e a retomada do crescimento”.
No manifesto para os presidenciáveis, a asso-
ciação deixou claro que, independentemente do
que ocorra no próximo ano, o SNF desempenhará
papel crucial. “Em consonância com o projeto po-
lítico escolhido, os profissionais das instituições
que compõem o sistema se empenharão para con-
tribuir, com toda sua competência e experiência,
no planejamento e execução de políticas públicas
à tão esperada retomada do desenvolvimento em
bases sustentáveis”, ressalta o presidente.
Ele comenta, ainda, que por parte do SNF as
ações estão acontecendo. Em 2015, foi elaborado
o primeiro Planejamento Estratégico do Sistema,
sob os pilares do relacionamento, da integração,
da governança, da sustentabilidade financeira e
do incentivo ao desenvolvimento, e as ações es-
tratégicas implementadas já geram resultados.
“Temos um instrumento para orientar políticas
de gestão de pessoas nas instituições – a Matriz
por Competência –, um estudo tributário e uma
estratégia fiscal. Há, ainda, a maturidade das co-
Os bancos cooperativos são
fundamentais, pela atuação local
significativa e em regiões onde
não há a presença tão forte
de grandes instituições bancárias
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missões temáticas, profissionais formados
em temas aderentes à realidade de suas
instituições e meios de comunicação con-
temporâneos para dar voz a essas iniciati-
vas e à atuação das 31 instituições financei-
ras de desenvolvimento.”
RESULTADOS ESTRATÉGICOS
Esse trabalho trouxe importante suporte
da ABDE às associadas e agregou parceiros
estratégicos como a CVM (Comissão de Valo-
res Mobiliários) e o BID (Banco Interameri-
cano de Desenvolvimento), possibilitando a
implementação do Laboratório de Inovação
Financeira (Lab), um fórum de discussão
intersetorial com quatro grupos de traba-
lho – Títulos Verdes, Finanças Verdes, Ins-
trumentos Financeiros e Investimentos de
Impacto e Fintechs. Além disso, colaborou
para consolidar parcerias com outros orga-
nismos internacionais, como o CAF (Banco
de Desenvolvimento da América Latina),
AFD (Agência Francesa de Desenvolvimen-
to) e Alide (Associação Latino-Americana
de Instituições Financeiras para
o Desenvolvimento), e realizar
trabalhos conjuntos com a OCB
(Organização das Cooperativas
Brasileiras), o Conselho Federal
de Economia e o Ipea (Instituto
de Pesquisas Aplicadas).
A parceria com a OCB veio em
função dos associados da ABDE.
Fazem parte da associação im-
portantes instituições: Banco
Sicredi, Sicoob (Bancoob) e Cre-
sol Confederação. “As bases do
sistema cooperativo têm total
aderência aos nossos propósi-
tos. Com isso, essas instituições
têm uma participação relevante
em todas as atividades e contri-
buem de forma decisiva para o
desenvolvimento regional”, co-
menta Crocco, reforçando que
os bancos cooperativos são fundamentais,
pela atuação local significativa e em regiões
onde não há a presença tão forte de grandes
instituições bancárias. “Além disso, não po-
demos deixar de destacar o papel deles no
financiamento à agricultura, familiar e/ou
cooperativa, e em negócios locais.”