Preocupadas com a situação econômica do Brasil, instituições do Sistema Nacional de Fomento querem ampliar a participação no desenvolvimento nacional
rente a um cenário econômico cada vez mais desafiador, e sem grandes expectativas dos especialistas para mudanças rápidas, é fundamental investir em certas soluções. O Brasil já tem um sistema de fomento consolidado há quase 50 anos, formado pela ABDE( Associação Brasileira de Desenvolvimento), com participação da Finep( Financiadora de Estudos e Projetos) e do Sebrae( Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), mas que poderia ser melhor utilizado pelos governantes.
Essa é a opinião de Marco Aurélio Crocco Afonso, presidente da ABDE. Ele reforça que o sistema tem participação decisiva para o crescimento do Produto Interno Bruto( PIB) brasileiro, por meio do financiamento de longo prazo, para alavancar o investimento, contribuindo para o aumento da produtividade.“ Por isso, pretendemos ampliar nossa participação, aumentando a taxa de investimento dos atuais 15 % para, pelo menos, 25 % do PIB”, comenta.
A ABDE tem como missão contribuir para o desenvolvimento sustentável do Brasil. Seus 31 associados – bancos públicos federais, bancos de desenvolvimento controlados por estados da federação, bancos cooperativos, bancos públicos comerciais estaduais com carteira de desenvolvimento e agências de fomento – respondem por mais de 78,7 % dos financiamentos produtivos do País. Então, olhar para o segmento
com um pouco mais de interesse pode colaborar para que o próximo governo caminhe para a retomada do desenvolvimento e o crescimento continuado. Essa é a expectativa dos participantes do SNF, o Sistema Nacional de Fomento.
Tanto que no mês de agosto, a associação realizou um encontro entre os assessores econômicos dos candidatos à Presidência da República e apresentou a eles sua posição e suas demandas com o intuito de auxiliar na melhoria da qualidade de vida e na geração de mais e melhores empregos.“ As eleições de outubro podem ser consideradas um marco decisivo para o futuro do Brasil e a equipe do novo governo terá enormes desafios para reencontrar o rumo do desenvolvimento a partir de 2019”, diz Crocco, que enfatiza:“ Após dois anos recessivos e um pequeno crescimento de 1 % do PIB em 2017, é provável haver um melhor desempenho
MARCO AURÉLIO CROCCO, DA ABDE:
os profissionais das instituições que compõem o SNF se empenharão para contribuir no planejamento e execução de políticas públicas para a retomada do desenvolvimento do Brasil
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