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A IMPORTÂNCIA DA POLÍTICA VAI ALÉM DAS ELEIÇÕES
Mais do que escolher candidatos que reconheçam e valorizem o cooperativismo , é indispensável manter o rigor na vigilância quanto aos passos e às atitudes dos eleitos e a proximidade com quem toma decisões tão importantes em nome da nação
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egundo levantamento da OCB ( Organização das Cooperativas Brasileiras ), cerca de 23 % dos parlamentares são associados a pelo menos uma cooperativa e apenas 32 % têm uma imagem negativa sobre o cooperativismo . Se por um lado esses números podem ser considerados positivos para o setor , por outro mostram que ainda há muito trabalho a ser feito pelo sistema . Por sua importância social e econômica , este segmento deveria ser mais presente na mente e nas ações de deputados , senadores e governantes . As eleições de outubro são uma excelente oportunidade para transformar esse quadro . Para Márcio Lopes de Freitas , presidente do Sistema OCB , é importante que a atuação do cooperativismo não se restrinja ao período eleitoral , acompanhando toda a vigência do mandato dos eleitos , tanto no Executivo quanto no Legislativo . “ Assim , exerceremos , de fato , nosso papel de cidadãos brasileiros e de verdadeiros cooperativistas ”, afirma o executivo .
Essa mudança começa pelo interesse dos cooperados na política e pela relação das lideranças cooperativistas com quem vai encarar as disputas nas urnas . Por uma definição legal , o setor deve ter neutralidade política , ou seja , não pode erguer bandeira de partido algum . Mas nem de longe isso significa distanciamento das questões e decisões que movem o País . É fundamental participar . Fabíola Motta , gerente de Relações Institucionais da OCB , acrescenta ser imprescindível acompanhar as movimentações políticas e as tendências para as eleições . Principalmente pela influência disso tudo sobre as definições da legislação brasileira . “ Não julgamos nem definimos as leis , por mais que atuemos neste setor , então é fundamental participar do jogo político ”, comenta . O tal “ jogo político ” ao qual se refere Fabíola é exatamente a aproximação com quem atua na elaboração e na proposição das leis , levando informações e matéria-prima para que haja condições mais favoráveis de se definir uma legislação que beneficie o cooperativismo e , por consequência , a sociedade brasileira . “ Podemos ter leis trabalhadas passo a passo pelo setor , com apoio da OCB e das suas filiadas e participação de um parlamentar que apresente o projeto de lei ”, explica a gerente . “ Por isso também é importante não fazer uma
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