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GESTÃO indicadores é melhor. “As cooperativas, por terem um modelo de negócio colegia- do, no qual todos são donos de um peda- ço, precisam melhorar esse processo para que não se torne uma empresa ‘familiar’. Muitos tomam a frente do negócio e es- quecem do coletivo.” Em termos práticos, o compliance e os controles internos, ferramentas es- senciais em um processo de governança corporativa, consistem em planejar a pre- venção de riscos de desvios de conduta e descumprimento legal, além de incorpo- rar métodos para detectá-los e controlá- -los. Na opinião de Assi, é preciso mo- bilizar os gestores a implementar uma postura mais proativa e preventiva no gerenciamento e no tratamento dos riscos que permeiam a atividade empresarial e comprometem sua sustentabilidade, tais como: problemas trabalhistas; problemas tributários; danos ao patrimônio físico; falhas em ferramentas de TI, sistemas e na segurança da informação armazenada e compartilhada; falhas em contratações com clientes, parceiros e fornecedores; fraudes e desvios financeiros; corrupção de agentes públicos, entre outros. Provocação ou não, a pergunta do Ses- coop reforça o quanto é importante estar atento a todas as questões pontuadas por Marcos Assi. O PDGC tem essa função. Ele é aplicado em ciclos anuais, visando à melhoria contínua de planejamento, exe- cução, controle e aprendizado. Sua me- todologia verifica a conformidade legal da cooperativa, identifica suas práticas de gestão e avalia o nível de excelência com base no MEG (Modelo de Excelên- cia de Gestão®), da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ). Além disso, desenvol- ve relatórios com pontos fortes e opor- tunidades para melhoria, possibilitando a construção de planos de ajustes que resultem no aumento da competitivida- de e da sustentabilidade da cooperativa. Então, em qual nível de excelência sua cooperativa está? CAMINHO PARA A EXCELÊNCIA – NÍVEIS DE MATURIDADE DA GESTÃO 4 3 2 1 A excelência em gestão não ocorre de maneira instantânea. É um processo gradual, o que não significa que todas as cooperativas comecem exatamente no mesmo nível ou que atinjam o mesmo patamar, cada qual tem sua própria trajetória e seu tempo de evolução. A metodologia adotada pelo Sescoop possui quatro estágios de maturidade da gestão: EXCELÊNCIA PRIMEIROS PASSOS PARA A EXCELÊNCIA Cooperativas em estágio inicial de um programa de melhoria da gestão 18 WWW.MUNDOCOOP.COM.BR COMPROMISSO COM A EXCELÊNCIA Cooperativas em estágios iniciais de evolução do seu sistema de gestão, que estão começando a medir indicadores e a perceber melhorias nos seus resultados RUMO À EXCELÊNCIA Cooperativas cujo sistema de gestão está em franca evolução e que já demonstrem competitividade e atendimento às expectativas das partes interessadas em vários resultados Cooperativas com um sistema de gestão bastante evoluído, que já demonstram excelência em alguns resultados, competitividade na maioria e pleno atendimento às expectativas das partes interessadas em quase todos eles