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volvimento humano pela redução de lacunas de com- petências necessárias ao crescimento das cooperativas. “Isso acontece por meio de três etapas fundamentais: no diagnóstico, são utilizadas ferramentas de avaliação e autoavaliação dos processos da organização; na geração de conhecimento, o Sescoop compartilha com a coope- rativa quais são os principais desafios e oportunidades identificados a partir da etapa anterior; e no último passo – o mostrar como chegar lá –, oferece uma variedade de soluções de desenvolvimento humano e organizacional que se encaixam com as necessidades da cooperativa”, explica a executiva. O próximo estágio é a mensuração desse processo de capacitação, que deve avaliar itens como melhoria na renda dos associados, boa capacidade de pagamento, baixo nível de endividamento e capacidade operacional. E na opinião de Farias, isso pode acontecer por meio da transferência do conteúdo aplicado para cooperados que não tiverem oportunidade de serem treinados, da análise de como isso está sendo aplicado no dia a dia da cooperativa e de formulários de avaliação que permitam identificar se, de modo geral, houve melhorias nas ati- vidades executadas. “No caso de a mensuração identifi- car problemas, questionário e entrevistas com gestores e colaboradores são ferramentas valiosas para apontar onde são necessários ajustes. Mas, provavelmente, o método mais eficiente é a observação in loco por meio de auditorias internas ou externas, que podem eviden- ciar pontos frágeis”, ressalta o especialista. “Deixar de solucionar problemas existentes no cotidiano da coope- rativa, por não ter sido devidamente diagnosticada a ne- cessidade de ajustes, é um tiro no pé, pois continuarão ocorrendo”, finaliza Farias. SUA COOPERATIVA PRECISA DE TREINAMENTO? Segundo o consultor Dante Farias, treinamentos devem ser mensuráveis e impactar nos resultados da cooperativa positivamente. “Para um programa ser coerente deve ter, no mínimo, quatro fases”, esclarece e pontua cada uma: Diagnosticar quais as reais necessidades de treinamento é a etapa mais importante de qualquer programa. Ela pode ser estimulada pela redução ou revisão do quadro de pessoal, expansão dos negócios da cooperativa e até mesmo pela implantação ou alteração de sistemas de gestão ou rotina ou processo que deixe de ser aplicável, por uma decisão administrativa ou por uma lei relacionada à atividade. A elaboração de um plano de treinamento deve responder às seguintes perguntas com coerência e integridade: • Qual a justificativa para treinar alguém? • Quem será treinado? • Quem ministrará o treinamento? • Como será realizado o treinamento e qual o método utilizado? • Onde será realizado o treinamento ou suas etapas? • Quanto custará? • Quando será iniciado e concluído? DANTE FARIAS: pensando no cooperativismo, a mensuração de resultados está na palavra-chave equilíbrio. É isso que deve haver entre os interesses individuais e coletivos Ao implementar o programa de treinamentos é importante definir conteúdo, metodologia didática, capacidade técnica dos possíveis instrutores de transferirem conhecimentos e também dos participantes em absorver tal conteúd o e, por fim, que todos os custos sejam respeitados, conforme planejado. O treinamento e o desenvolvimento devem proporcionar melhoria no desempenho individual e, consequentemente, no coletivo ou organizacional, facilitando a transferência desse conteúdo por meio da aprendizagem contínua para cooperados que eventualmente não tiverem oportunidade de serem treinados. De forma complementar, deve-se avaliar se o conteúdo dos treinamentos está sendo integralmente aplicado ao dia a dia da cooperativa. Os treinamentos devem, ainda, impactar de maneira motivacional nos participantes. MUNDOCOOP 13