com eles. Eu nem sei onde eu estava com a cabeça em um dos ensaios quando comecei a flutuar com o Antenor, como se ele subisse ao céu, e lá ele se
encontrou com Steve Jobs, reclamou da bateria do Iphone, se encontrou com
a Dercy Gonçalves e a Hebe Camargo, casos dele, viu Michael Jackson e perguntou qual cor ele estava e mais outras pessoas bem interessantes que já se
foram. Isso foi um diferencial. Já volto nesse assunto.
Eu estava sem grana, mas eu sabia que eu queria ir aos Estados Unidos estudar esse troço. Me virei e fui. Valeu muito a pena, me endividei, mas o que vi
por lá não tem preço. Era um congresso de ventríloquos. Sabe todos aqueles
caras dos vídeos? Estavam ali, diante de minhas narinas, meus pelinhos do
nariz quase encostavam neles. . E o pior, ou melhor, todos eles muito acessíveis. Dan Horn, o cara que é considerado o melhor ventríloquo do mundo, ali,
tomando café, na mesa ao lado. Caramba. Eu poderia citar muitos nomes
aqui, mas talvez não te fizessem sentido. Te poupo dessa. Fiz muitos amigos,
renovei minha esperança.
O nome da minha peça é Bonecomédia. Boneco com comédia. Entendeu?
(meu dedo polegar neste momento faz o giro perpendicular ao indicador).
Levei brindes do Bonecomédia para eles. Um deles achou que tinha a ver com
Bone, de osso, que faz parte de uma expressão Funny bone. Bone Comedy.
Puppet Comedy, expliquei. Mas funciona lá também. Expliquei o projeto e minha vontade de popularizar essa arte antiga por aqui. Tive todo o apoio.
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MUNDANO
mag
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