MUNDANO MAG №05 | Page 44

CAPA informações, o fato de falar inglês me ajudou nesse processo. Busquei cursos, onde comprar bonecos, mais comediantes que faziam aquilo. Zerei o Youtube. Acho que foram mais de 400 videos. Pode ter sido muito mais, nunca contei. Importei livros, aqui não temos nada a respeito, ou melhor, não tínhamos, hoje temos essa matéria. Quanto mais eu estudava, mais eu sabia que nada sabia. Filosófico, não? Pesquisei demais, tudo o que era boneco, afinal, eu tinha que comprar o boneco que tivesse a ver com meus anseios. Me apaixonei por um velhinho, que viria a ser meu primeiro boneco, o Seu Antenor. Um velhinho xavequeiro e bem humorado, casado mais de 37 vezes, mais que a Gretchen e o Fabio Jr juntos. Ele é lindo, há controvérsias, mas eu acho ele lindo. Ele lembra meu vô, e com certeza, o avô de muita gente. Convidei um amigo, o Julio Wong, para me ajudar a escrever o texto para o Antenor. Foi difícil. Dificil convencer o Julio a entrar na empreitada. Depois de uma certa insistência, o Julio também mergulhou e esboçamos o primeiro texto. Sempre que eu era convidado a fazer standup no show de alguém, eu levava o Antenor no carro, até criar coragem. Para ele ir acostumando, hehe. No teatro Juca Chaves, tive a primeira experiência em um teatro, e foi sensacional, tanto que gravamos a nossa primeiríssima experiência e depois de um tempo a colocamos no Youtube. A reação foi muito positiva. Estávamos no caminho, no longo e árduo caminho sem volta da ventriloquia. Gostei dessa frase, usarei mais vezes. A gente nunca se contentou com o texto, mas também não queria copiar texto dos gringos, vai que um dia me apresento