MUNDANO MAG №05 | Page 37

Skitter Photo Luzi Ferreira já tinha se aventurado pelos Estados Unidos e logo após decidiu aprender alemão na Alemanha. Segundo Luzi, sua família é bastante flexível e sensível. Eles sempre se preocupam com seu bem-estar e a ajudam em questões do dia-a-dia. “Eles conversam sempre abertamente comigo, sou bem-vinda nos eventos de família e integrada com os parentes”, conta satisfeita. Apesar da família sempre buscar integrá-la, Luzi conta que não se sente completamente em casa, “por mais que eles tentem me fazer sentir à vontade, não me sinto na liberdade de assaltar a geladeira ou tomar um banho de uma hora e relaxar, como na minha própria casa”. FUNCIONÁRIO DO MICKEY Outro programa de intercâmbio bastante conhecido são os trabalhos temporários na Disney nos EUA. É possível trabalhar em diferentes setores nos parques e ser remunerado por isso. A jornada de trabalho pode ser um pouco excessiva e muitos intercambistas reclamam, apesar de serem comunicados dos horários antecipadamente. Entre 2010 e 2011, Marcus Peixoto decidiu encarar a aventura e passar pelo processo seletivo. Depois de duas entrevistas, foi aceito e teve a sorte de poder trabalhar em uma grande loja, como desejava. Antes mesmo de embarcar, Marcus já tinha passagens compradas para Nova York e Los Angeles e por isso dedicou-se muito ao trabalho, aproveitando, até, cada hora extra para poder viajar, pagar acomodação e manterse, chegou a trabalhar 12 horas diárias, inclusive durante folgas. Ainda assim, Marcus defende o programa e diz que não se arrepende: “todo munMUNDANO mag do que vai tem a mania de reclamar de escravidão, chega a ser um clichê, mas ninguém é obrigado a trabalhar como eu, foi uma das coisas mais legais que fiz na vida”. Como se costuma dizer “quem quer dá um jeito”. Mas será que vale mesmo a pena aceitar qualquer condição de trabalho simplesmente para poder viajar? 37