Skitter Photo
Luzi Ferreira já tinha se aventurado pelos Estados Unidos e logo após
decidiu aprender alemão na Alemanha. Segundo Luzi, sua família é bastante flexível e sensível. Eles sempre
se preocupam com seu bem-estar e a
ajudam em questões do dia-a-dia.
“Eles conversam sempre abertamente
comigo, sou bem-vinda nos eventos
de família e integrada com os parentes”, conta satisfeita. Apesar da família sempre buscar integrá-la, Luzi conta que não se sente completamente
em casa, “por mais que eles tentem
me fazer sentir à vontade, não me
sinto na liberdade de assaltar a geladeira ou tomar um banho de uma hora e relaxar, como na minha própria
casa”.
FUNCIONÁRIO DO MICKEY
Outro programa de intercâmbio
bastante conhecido são os trabalhos
temporários na Disney nos EUA. É
possível trabalhar em diferentes setores nos parques e ser remunerado
por isso. A jornada de trabalho pode
ser um pouco excessiva e muitos intercambistas reclamam, apesar de
serem comunicados dos horários antecipadamente.
Entre 2010 e 2011, Marcus Peixoto decidiu encarar a aventura e
passar pelo processo seletivo. Depois
de duas entrevistas, foi aceito e teve
a sorte de poder trabalhar em uma
grande loja, como desejava. Antes
mesmo de embarcar, Marcus já tinha
passagens compradas para Nova
York e Los Angeles e por isso dedicou-se muito ao trabalho, aproveitando, até, cada hora extra para poder
viajar, pagar acomodação e manterse, chegou a trabalhar 12 horas diárias, inclusive durante folgas. Ainda
assim, Marcus defende o programa e
diz que não se arrepende: “todo munMUNDANO
mag
do que vai tem a mania de reclamar
de escravidão, chega a ser um clichê,
mas ninguém é obrigado a trabalhar
como eu, foi uma das coisas mais legais que fiz na vida”.
Como se costuma dizer “quem
quer dá um jeito”. Mas será que vale
mesmo a pena aceitar qualquer condição de trabalho simplesmente para
poder viajar?
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