VIAGEM
BABÁ
A solução muitas vezes é intercâmbio onde há trocas de serviços,
como o programa de au pair. Meninas
e meninos vão morar com uma família no exterior para cuidar de crianças
e ajudar em algumas tarefas simples
de casa. A família deve além de oferecer moradia, alimentação e uma
mesada, tratá-los como membro da
família e não como um empregado,
sempre buscando integrá-los e ensiná-los sobre a cultura local. Além de
ter a oportunidade de viver outra cultura, a maioria dos au pairs aproveitam a oportunidade de conhecer também outras cidades, e até países, no
caso de quem vive na Europa.
À primeira vista, parece perfeito.
Os custos são baixos; em alguns países, onde não é necessária a intervenção de uma agência, os au pairs
custeiam apenas o valor do visto e
das passagens, que às vezes, ainda
chegam a ser pagos pela própria família.
Thaís Paplichê sempre quis viver
em outro país e aprender uma nova
língua. Como já falava inglês e gosta
de desafios, decidiu ir a Alemanha.
Ela conta que sua experiência foi bastante decepcionante, “pensei que teria
apenas que cuidar das crianças e das
coisas que as envolviam, como arrumar o quarto e cozinhar para elas,
mas eu tinha que limpar a casa toda,
cozinhar para todos e ainda lavar o
carro da família”. Ao tentar questionar
suas tarefas na casa, suas insatisfações foram mal recebidas pela família, que ainda chegou a afirmar que
eles a contrataram exatamente para
isso. Cansada de tantos abusos, Thaís optou por deixar o programa de au
pair.
Cegos pelo impulso de viajar imediatamente, alguns intercambistas
acabam não escolhendo bem as famílias e passando por situações difíceis,
como no caso de Thaís.
Mas nem todas as experiências com
o programa de au pair são negativas.
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