MUNDANO MAG №05 | Page 36

VIAGEM BABÁ A solução muitas vezes é intercâmbio onde há trocas de serviços, como o programa de au pair. Meninas e meninos vão morar com uma família no exterior para cuidar de crianças e ajudar em algumas tarefas simples de casa. A família deve além de oferecer moradia, alimentação e uma mesada, tratá-los como membro da família e não como um empregado, sempre buscando integrá-los e ensiná-los sobre a cultura local. Além de ter a oportunidade de viver outra cultura, a maioria dos au pairs aproveitam a oportunidade de conhecer também outras cidades, e até países, no caso de quem vive na Europa. À primeira vista, parece perfeito. Os custos são baixos; em alguns países, onde não é necessária a intervenção de uma agência, os au pairs custeiam apenas o valor do visto e das passagens, que às vezes, ainda chegam a ser pagos pela própria família. Thaís Paplichê sempre quis viver em outro país e aprender uma nova língua. Como já falava inglês e gosta de desafios, decidiu ir a Alemanha. Ela conta que sua experiência foi bastante decepcionante, “pensei que teria apenas que cuidar das crianças e das coisas que as envolviam, como arrumar o quarto e cozinhar para elas, mas eu tinha que limpar a casa toda, cozinhar para todos e ainda lavar o carro da família”. Ao tentar questionar suas tarefas na casa, suas insatisfações foram mal recebidas pela família, que ainda chegou a afirmar que eles a contrataram exatamente para isso. Cansada de tantos abusos, Thaís optou por deixar o programa de au pair. Cegos pelo impulso de viajar imediatamente, alguns intercambistas acabam não escolhendo bem as famílias e passando por situações difíceis, como no caso de Thaís. Mas nem todas as experiências com o programa de au pair são negativas. Picography MUNDANO mag 36