SHERLOCK HOLMES
lhe, sumariamente, que estava aguardando. Peguei uma revista que estava sobre a
mesa para passar o tempo, enquanto meu
companheiro mastigava silenciosamente
sua torrada. Um dos artigos havia sido
sublinhado a lápis e, como é natural, minha atenção foi atraída por ele. ' O título "O livro da vida" - era um tanto pretensioso, e o autor desejava demonstrar o quanto um homem observador pode aprender
com o exame acurado e sistemático do
que está a seu redor. Pareceu-me uma notável mistura de absurdo e perspicácia. A
argumentação era cerrada e intensa, mas
as deduções tendiam ao exagero e à inconsequência. Afirmava que uma expressão momentânea, uma contração de músculos ou um movimento de olhos podiam
denunciar os pensamentos mais íntimos
de um homem. Segundo ele, era impossível que alguém, treinado para a observação e a análise, errasse. Suas conclusões
seriam tão infalíveis quanto as proposições de Euclides'. Aos não-inicia-dos, suas
conclusões pareciam tão espantosas que,
enqua